Jundiaí

Hoje é o Dia do Soldado Constitucionalista. Que seus ideais prevaleçam na atualidade!


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ABERTURA ANO ACADEMICO DA ACADEMIA JUNDIAIENSE DE LETRAS JOAO CARLOS JOSE MARTINELLI
Crédito: divulgação

O ano de 1932 marcou várias concentrações na capital de São Paulo, reunindo pessoas que pediam uma nova Constituição para o Brasil. Elas não aceitavam o autoritarismo emanado do Poder Executivo federal, então exercido pelo presidente Getúlio Vargas.

Por iniciativa de estudantes da cidade notadamente da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, houve um grande comício em 23 de maio, seguindo-se uma passeata ao Palácio dos Campos Elíseos, sede do governo paulista, em apoio a Pedro de Toledo, que embora fosse interventor era aceito pela população, tendo formado o seu próprio secretariado, contrariando os interesses do comando administrativo central.

Quando a concentração se dirigia à Praça da República, na esquina com a Rua Barão de Itapetininga, seus membros se depararam com policiais e filiados ao Partido Popular Paulista (PPP), favorável a Vargas. Os tumultos foram iminentes e no movimento morreram Euclides Bueno Miragaia (21 anos), Mário Martins de Almeida (31 anos). Dráusio Marcos de Souza (14 anos) e Américo Camargo de Andrade (30 anos), ferindo-se Orlando de Oliveira Alvarenga, que veio a falecer posteriormente. No dia seguinte, durante um jantar foi fundado o MMDC – a partir de 2004 em homenagem a Alvarenga, passou para MMDCA -, que incentivou e culminou com a Revolução Constitucionalista, cuja guerra se efetivou de julho a setembro e na qual perderam a vida, oitocentos e trinta soldados.

A revolta se instalou contra a ditadura vigente, sendo os paulistas favoráveis à restauração do estado de Direito. Integrantes das variadas classes sociais se juntaram para aniquilar a angústia provocada por um regime prepotente e autoritário, buscando-se a realização dos anseios de Justiça e ordem social.

Por isso, comemora-se em 23 de maio último, o Dia do Soldado Constitucionalista, cujos nobres propósitos foram manifestamente vencedores. Tanto que, no ano seguinte à revolução, foi organizado o projeto da nova Constituição e neste mesmo período, eleita e reunida a Assembléia Legislativa. Era o Brasil novamente sob o regime da legalidade. O exemplo desses idealistas deve ser seguido hoje, num momento em que a maioria dos políticos brasileiros é extremamente egoísta e aética.

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor da Faculdade de Direito do Centro Universitário Padre Anchieta de Jundiaí. Ex-presidente das Academias Jundiaienses de Letras e de Letras Jurídicas ([email protected])


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