Opinião

Eduardo Kalaf


COLUNISTAS GUARACI ALVARENGA
Crédito: Reprodução/Internet

Quanta razão tem os amigos da liberdade e da alma ao dizer, que morte inesperada de um amigo, é a mais cruel que nos possa comover. Na manhã deste último dia de maio, 31, uma segunda feira, foi embora Eduardo Kalaf. E com ele, 62 de anos de uma intensa amizade. Um jundiaiense da nata. De família tradicional, era filho de Vitor Kalaf, o comerciante que trouxe para a cidade a arte da elegância em se vestir, na famosa loja Kalaf: moda masculina fina e de Aracy Zambon, uma das mulheres mais elegantes da cidade. Se dizia ser um ítalo-libanes. Não foi só herdeiro de sangue de seus pais. Do lado paterno continuou a saga de um exemplar lojista comerciante e do lado materno, um especialista na arte da boa comida.

Era uma pessoa admirável.

Ontem mesmo, alguém me perguntou qual a memória mais nítida que tenho dele. Na verdade não há uma, há milhares. Vejo a imagem do nosso último encontro de jantar, numa sexta feira, lá pelas terras santas do sitio das Angolas. Temos um grupo de amigos, que por força de um afetuoso destino, nos reunimos na última sexta feira de cada mês. Sempre um anfitrião nos recebe para uma reunião, pautada somente, na alegria de se viver. O Edu sempre pilotou um fogão, na excelência de excelentes pratos de iguarias. Daquela vez foi escolhido para cozinhar o seu prato especial: o espaguete a carbonara. Fez um tremendo sucesso. Todos se deliciariam acima do mais desejado. Contudo, combinamos no outro dia, fazer comentários de que o delicioso espaguete deixou a desejar. O whatsapp não parou. Aí estava uma das grandes virtudes do amigo Edu. Há tudo levou numa camaradagem engraçada e respeitosa que angariava todo nosso carinho. Por trás de uma aparente tom irônico, havia um coração imenso, cordial e transparente. Mais que isso, um personagem culto e inteligente. Foi assim ao longo de todos estes anos, que conduziu a sua vida pessoal, ladeado sempre com os amigos do peito. Mas foi na sua excepcionalidade um homem solidário com as boas causas da cidade. Tudo no Edu era natural. Sabia falar, mas sabia mais ouvir. Às vezes tropeçou na ingratidão, muitas vezes não foi compreendido. Pouco importava. Nunca foi revanchista. Não guardava ódio e rancor. Sabia como ser humano que era, tinha a certeza que a unanimidade é burra. Colhia as ideias contrárias e as aproveitava para o seu mais bom humor inteligente.. A todos queria bem. Foi sempre assim. Era pessoa comprometida demais com os amigos e muito mais com as coisas de Deus. Casado com sua amada Laura., Um cidadão e acima de tudo jundiaiense.

Com a partida do nosso Edu Kalaf, fica-nos a bela lembrança dos velhos e inolvidáveis tempos que seu coração imenso se dedicou a tantos encontros de confraternização e amizade. Foi fiel ao seu estilo e a sua vontade. Assim quis da vida e tenho certeza que não se arrependeu. Nós vamos sentir sua falta. Foi fiel ao seu estilo e a sua vontade. Assim quis da vida e tenho certeza que não se arrependeu. Partiu e com ela, parte da imensa alegria que somente ele poderia proporcionar. .Vamos sentir sua falta. Por certo nossos encontros jamais serão os mesmos. Tenho em mente que o destino não lhe reservou o papel de herói. Mas tenho certeza que seu compromisso com a história de sua vida está quitado, pois soube entrar em seu livro como grande e querido personagem por todos que o conheceram. Tinha as mãos pequenas, como as de uma criança. Mesmo assim abraçou o mundo que sempre quis. Com elas acariciou a esperança de dias melhores para todos. Divertido, comunicativo e amigo. E fez tudo isso. Foi homenageado com duas camisas. Uma do seu time do coração, o Santos FC e outra da sua apaixonada Sexta dos Amigos. Seu humor inteligente, com comentários criativos e gostosos, só deixará de existir quando por certo um dia, estaremos juntos, para reviver o quanto valeu sua presença entre nós. Resta para nós, com os corações despedaçados, dirigir uma última palavra, de carinho e gratidão, ao querido Edu Kalaf.

E acredito também que este seja o desejo da maioria das pessoas que com ele compartilhou momentos desta vida.

Valeu querido Edu.

 

GUARACI ALVARENGA é advogado

EDUARDO KALAF

 

 

Quanta razão tem os amigos da liberdade e da alma ao dizer, que morte inesperada de um amigo, é a mais cruel que nos possa comover.  Na manhã deste último dia de maio, 31, uma segunda feira, foi embora Eduardo Kalaf. E com ele, 62 de anos de uma intensa amizade.  Um jundiaiense da nata. De família tradicional, era filho de Vitor Kalaf, o comerciante que trouxe para a cidade a arte da elegância em se vestir, na famosa loja Kalaf: moda masculina fina e de Aracy Zambon, uma das mulheres mais elegantes da cidade. Se dizia ser um ítalo-libanes. Não foi só herdeiro de sangue de seus pais. Do lado paterno continuou a saga de um exemplar lojista comerciante e do lado materno, um especialista na arte da boa comida.

Era uma pessoa admirável.

Ontem mesmo, alguém me perguntou qual a memória mais nítida que tenho dele. Na verdade não há uma, há milhares. Vejo a imagem do nosso último encontro de jantar, numa sexta feira, lá pelas terras santas do sitio das Angolas. Temos um grupo de amigos, que por força de um afetuoso destino, nos reunimos na última sexta feira de cada mês. Sempre um anfitrião nos recebe para uma reunião, pautada somente, na alegria de se viver. O Edu sempre pilotou um fogão, na excelência de excelentes pratos de iguarias. Daquela vez foi escolhido para cozinhar o seu prato especial: o espaguete a carbonara. Fez um tremendo sucesso. Todos se deliciariam acima do mais desejado. Contudo, combinamos no outro dia, fazer comentários de que o delicioso espaguete deixou a desejar. O whatsapp não parou. Aí estava uma das grandes virtudes do amigo Edu. Há tudo levou numa camaradagem engraçada e respeitosa que angariava todo nosso carinho. Por trás de uma aparente tom irônico, havia um coração imenso, cordial e transparente. Mais que isso, um personagem culto e inteligente. Foi assim ao longo de todos estes anos, que conduziu a sua vida pessoal, ladeado sempre com os amigos do peito.  Mas foi na sua excepcionalidade um homem solidário com as boas causas da cidade. Tudo no Edu era natural. Sabia falar, mas sabia mais ouvir. Às vezes tropeçou na ingratidão, muitas vezes não foi compreendido. Pouco importava. Nunca foi revanchista. Não guardava ódio e rancor. Sabia como ser humano que era, tinha a certeza que a unanimidade é burra. Colhia as ideias contrárias e as aproveitava para o seu mais bom humor inteligente.. A todos queria bem. Foi sempre assim. Era pessoa comprometida demais com os amigos e muito mais com as coisas de Deus. Casado com sua amada Laura., Um cidadão e acima de tudo jundiaiense.

 

Com a partida do nosso Edu Kalaf, fica-nos a bela lembrança dos velhos e inolvidáveis tempos que seu coração imenso se dedicou a tantos encontros de confraternização e amizade. Foi fiel ao seu estilo e a sua vontade. Assim quis da vida e tenho certeza que não se arrependeu. Nós vamos sentir sua falta. Foi fiel ao seu estilo e a sua vontade. Assim quis da vida e tenho certeza que não se arrependeu. Partiu e com ela, parte da imensa alegria que somente ele poderia proporcionar. .Vamos sentir sua falta. Por certo nossos encontros jamais serão os mesmos. Tenho em mente que o destino não lhe reservou o papel de herói. Mas tenho certeza que seu compromisso com a história de sua vida está quitado, pois soube entrar em seu livro como grande e querido personagem por todos que o conheceram. Tinha as mãos pequenas, como as de uma criança. Mesmo assim abraçou o mundo que sempre quis. Com elas acariciou a esperança de dias melhores para todos. Divertido, comunicativo e amigo.  E fez tudo isso. Foi homenageado com duas camisas. Uma do seu time do coração, o Santos FC e outra da sua apaixonada Sexta dos Amigos. Seu humor inteligente, com comentários criativos e gostosos, só deixará de existir quando por certo um dia, estaremos juntos,  para reviver o quanto valeu sua presença entre nós. Resta para nós, com os corações despedaçados, dirigir uma última palavra, de carinho e gratidão, ao querido Edu Kalaf.

E acredito também que este seja o desejo da maioria das pessoas que com ele compartilhou momentos desta vida.

Valeu querido Edu.

 


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