Opinião

Orgulho nacional

Neste sábado, o pendão nacional estará soberbo tremulando mais solto


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COLUNISTAS GUARACI ALVARENGA
Crédito: divulgação

Em 1923, no dia 25 de agosto, passou a ser comemorado o Dia do Soldado em homenagem ao marechal Luís Alves de Lima e Silva, mais conhecido como Duque de Caxias, e que se tornou o patrono do Exército Brasileiro. Ninguém que se acobertou com a farda verde-nacional, pode conter tamanha emoção.

Relembrar os momentos alegres e difíceis do serviço militar pode ser um ponto. Reencontrar-se, abraçados, pela mesma fé, pelo companheirismo, pelos fatos vividos e jamais esquecidos, é a mais forte razão sentimental de estar de volta a Caserna.

O doce aperto de mãos como se todos estivessem dizendo: continuamos vivos, companheiros. Ainda no coração batem as fortes lembranças; corte de cabelo, primeira marcha, a mochila, o fuzil, o acampamento, o coturno, a revista, a barba feita, o rango, o soldo, a baixa.

Com notória presença histórica neste amado País, nasceu em 1922, um dos maiores orgulhos militares brasileiros, o 2º Grupo de Artilharia de Montanha. Em 1932, passou a ser denominado 2º Grupo de Artilharia de Dorso, sendo transformado no 2º Grupo de Obuses 155, em 15 de maio de 1946. Em 23 de março de 1950, passou a ocupar suas atuais instalações. Em 1973, recebeu a denominação de 12º Grupo de Artilharia de Campanha, que permanece até os dias de hoje.

O Grupo esteve presente em vários eventos da história do Brasil. No movimento revolucionário de 5 de julho de 1924 e na revolução de 1930. Em 1932, a unidade tomou parte da Revolução Constitucionalista. No Golpe de 1964, o então 2º GO 155 realizou uma verdadeira façanha na história da Artilharia, marchando 450 km numa só jornada, com seus próprios meios.

Em 19 de abril de 1997, dia do Exército Brasileiro, o 12º GAC recebeu a insígnia de bandeira da Ordem do Mérito Militar, a mais elevada distinção honorífica da Força Terrestre.

E assim, mais uma vez, o palco da vida militar do encantado 12º GAC estará instalado, não para receber os dignos atores que vivenciaram esta auriverde página cativante de amor a Pátria, por força desta selvagem pandemia, mas como símbolo memorável de um data jamais esquecida.

Neste sábado, o pendão nacional estará soberbo tremulando mais solto, bem alto, ao vento livre. Estandarte que será beijado pela luz do sol e seu manto, em continência, a saudar e reverenciar aos seus nobres filhos, amantes do orgulho verde-amarelo.

Sim, lá estarão todos os nossos corações e pensamentos, que serviram esta Nação, pelas unidades comandadas pelo glorioso 12º GAC.

Reservistas, de todos os tempos, colheita especial de safra de homens. Não há família de Jundiaí que não tenha algum conhecido que serviu o nosso exercito, com muito orgulho.

Não havia devaneio maior, todos os anos, ao vê-los desfilar ao longo do velho quartel. Cidadãos que se emergem de um mar de cabelos grisalhos.

Não se deixaram vencer pelo ócio. Carregam o mesmo espírito indômito e o mesmo coração, sem falsos ufanismos, ainda inflama as veias e bate no peito de cada um, este Brasil de intenso de amor.

A rigidez da vida militar, embora temporária, serviu de rito de passagem entre a vida adolescente, irreverente, e a fase adulta. Sem dúvida as regras militares são rígidas. Mas os padrões morais também.

O soldado é instruído a discernir o que é correto perante a comunidade em que vive e aprende a louvar a Nação onde nasceu.

Companheiros, caros reservistas, com esta fé inabalável, acredita-se fortemente no triunfo da democracia. É o nivelamento das classes sociais. É a ordem, a disciplina, a coesão. É a educação cívica.

Hoje, quando a maioria de nossos representantes políticos, coloca seus interesses pessoais acima dos interesses públicos. Quando o cinismo, a hipocrisia, a blindagem, a corrupção, a lavagem de dinheiro representam esperteza, resta-nos a não olhar para trás. Não foi este o Brasil que sonhamos.

Os aplausos são dirigidos a vocês reservistas. A todos que adotaram a filosofia da vida militar. É a Caserna, companheiros, o filtro admirável, onde os homens se depuram e se apuram e nos fazem acreditar que o sentimento de brasilidade jamais será esquecido.

GUARACI ALVARENGA é advogado


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