Opinião

O sorriso de uma criança

O Lar Anália Franco é um modelo exemplar de entidade beneficente


divulgação
GUARACI ALVARENGA
Crédito: divulgação

A frase de Jairo Silvestre está imortalizada no livro da história da cidade. Dia destes, ao ler que autoridades municipais acompanhadas pelo prefeito Luiz Fernando, recebidos pelo presidente Marcio Brandão, estiveram presentes na inauguração da Horta Feliz, da centenária instituição Lar Anália Franco, tocou-me uma forte e doce comoção. Quando falamos de nossos filhos e netos, confessando serem as doçuras maiores da vida que Deus nos presenteou, refletimos toda a ternura que só uma criança pode dar. Recordei-me então de João Xavier Dias, Conrado Augusto Offa, Carlos de Queiroz, Francisco Gomes da Silva, José Ribeiro, Abel Fraga, Acássio Simone e Luis Martins Cruz. Estes homens, há mais cem anos, plantaram a fértil semente da bondade, de uma das mais respeitáveis instituições beneficentes da cidade. E falamos de mais de cem anos atrás. Mais de um século de existência. Foi em uma humilde casa na rua Siqueira de Moraes, no Centro, que surgiu a Sociedade Humanitária Protetora da Infância Desvalida, Asilo e Creche, hoje o tão querido Lar Anália Franco. Naquele tempo, estes pioneiros, já enxergavam, com o brilho de seus olhos, a necessidade de abrigar e proteger a todos os sorrisos de criança. Esta paixão divina, a mão do tempo não conseguiu apagar. O Lar Anália Franco continua sua santa missão.

Longe dos holofotes do cinismo, de muitas entidades de fachadas, em busca somente do dinheiro, desperdiçada em ações fúteis, O Lar Anália Franco de Jundiaí é um modelo exemplar de entidade beneficente. Por lá passaram centenas e centenas de crianças, muitas delas, pela história e conquistas, terão suas vidas contadas num livro, a serem eternizadas, pelo trabalho voluntário e solidário da entidade. O número de crianças atendidas mostra a relevância do papel comunitário da instituição beneficente. Recebe por todos estes anos, de muitas lutas, inúmeras recompensas. Seu trabalho silencioso está registrado em todas as crianças que se tornaram mães abnegadas, orgulhosas, não porque se tornaram mães, mas porque sabem que toda criança nascida de seus ventres é um ser especial Sim, todas elas encontraram no Lar Anália Franco um ambiente de civilidade, de amor e solidariedade.

Para a gestora de educação Vasti Marques, "é muito importante poder participar da construção de espaços que levam as crianças à conscientização das aprendizagens sobre a alimentação saudável, para que elas entendam um pouco do que é a agricultura", enquanto o diretor de obras, Jeferson Aparecido Spina, informou a construção de um jardim sensorial, ao lado da horta, voltado para experiências de toque em diferentes materiais da natureza. Aí peço permissão para aumentar a força das palavras de estímulo a todos aqueles que de uma forma ou outra tocam o coração da gente. Nosso grato olhar alcança os benfeitores da Casa de Nazaré, Casa de Santa Marta, Casa de Passagem, Cidade Vicentina, Casa Transitória, Lar Nossa Senhora das Graças, Casa da Fonte. Não perdemos de vista a Ateal, a Bem Te Vi, Fundação Cintra Godinho, o Instituto Luiz Braille. Vejam esta gente solidária do lar Vinha de Luz, Operários da Verdade e Fraternidade e do Grupo do GUMA. Olha o Lar Creche Wilson de Oliveira e a Missão de Belém. As centenárias Lar Galeão Coutinho, S.O.S. Neste trilhar a cidade se encontra com a bondade do Grendacc com os cuidados do câncer em crianças. Outra instituição de mais de um século de existência foi fundada pelo Sr. Josias Ramos Nogueira e sua esposa Liria Ramos Nogueira, para amparo infantil, inicialmente ficou instalada na Vila Hortolândia.

Em 1966, foi conseguida na Prefeitura a doação de três lotes de terra no bairro do Anhangabaú. Após cinco anos, foi passada a escritura pelo prefeito Pedro Favaro, vice-prefeito Vergílio Torricelli, para o "Lar Galeão Coutinho".

Dedico a coluna de hoje a essas instituições admiráveis que, em tempos de tanta indiferença e desfaçatez, sempre indicaram o caminho a ser seguido na prestação de serviço comunitário e assistencial às crianças em que a vida foi menos generosa.

GUARACI ALVARENGA é advogado


Notícias relevantes: