Opinião

O mundo terá tempo para se reposicionar?

A sociedade global "fez de conta" que ia "aprender a lição"


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Messias Mercadante
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Com uma população mundial próxima de oito bilhões de habitantes, os países, as empresas e as pessoas trabalham arduamente; correm freneticamente para um destino indefinido, quase que para o infinito, todos buscando a hegemonia econômica e os sucesso empresarial e profissional, que se traduzem em maior segurança alimentar para as suas populações; o desenvolvimento econômico; a ampliação do poder e riqueza das nações das empresas e profissionais. Nem tudo, porém, é possível de se conquistar contemporaneamente, principalmente pelo comportamento egoísta da humanidade e aumenta, por isso, a distância na concentração da renda mundial e, nos países, entre ricos e pobres.

A reflexão, pelo que vimos, não foi feita pelas grandes lideranças dos países centrais do mundo é a que o vírus da covid-19, que subtraiu do nosso planeta quase 5 milhões de pessoas, tendo infectado mais de 300 milhões e que deixou toda a população global de joelhos, também paralisou grande parte da atividade econômica mundial; colapsou o sistema de saúde em todos os países; fechou milhares empresas e provocou astronômico desemprego e empobrecimento no mundo.

A sociedade global "fez de conta" que ia "aprender a lição", mas logo na melhora da virose, esqueceu tudo e iniciou a retomada do ciclo anterior.

Agora, ao final de 2021 e no início de dezembro natalino, surge a "quarta onda" também com uma nova derivada da covid-19, originária, segundo informações, da África do Sul, denominada "ômicron".

Com o inverno rigoroso no hemisfério norte, a Europa, principalmente, está aterrorizada com o "ômicron", já que o vírus vem avançando com largos passos na região, criando grande insegurança quanto às festas e aos negócios do Natal e passagem do ano. Mais importante ainda, como progredirá a pandemia e seus reflexos na região e no mundo daqui para frente. No Brasil, prudentemente, muitos estados e cidades cancelaram as festas de passagem de ano e o Carnaval.

Em meio a tanta turbulência, o momento em que se aproxima o término de 2021 e o início do novo ano de 2022, tendo em seu meio o "Natal" que se comemora o nascimento de Jesus, a data mais importante para humanidade, a ONU - Organização das Nações Unidas, deveria convocar uma reunião mundial para uma "reflexão maior" e um "reposicionamento" global das Nações e sociedades, olhando para a realidade presente, a pequenez do "ser humano" diante dela e a necessidade de um novo posicionamento dos países ricos, na direção dos países pobres, com ações direcionadas para solidariedade, transferências de rendas e riquezas para seus povos, com educação, saneamento básico, saúde e empregos.

Ao contrário do que aqui se propõe, o mundo vive equidistante dos problemas alheios em busca permanente de ganhar cada vez mais.

Como reflexo, vem crescendo no mundo a "síndrome de Burnout" que é provocada pelo esgotamento profissional, quase sempre decorrente de um ambiente de elevada competitividade que, em decorrência, leva à exaustão extrema, estresse e esgotamento físico. O trabalho, quase sempre é intenso e a pressão por resultados, sempre norteando as ações e os objetivos profissionais e das empresas.

Em um trabalho científico foi publicado o quanto de bilhões de dólares as principais economias mais avançadas gastam com pesquisas espaciais, novas tecnologias como a tecnologia 5G, em inteligência artificial, robotização, veículos autônomos, por exemplo que, sem sombra de dúvidas, são de grande importância para o mundo. Ao mesmo tempo, contudo, o artigo aponta o baixo nível ou insuficiente nível de investimentos na fauna e na flora para a preservação do meio ambiente e para a própria sobrevivência do ser humano na terra.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é professor de economia da Unianchieta, membro do Conselho de Administração da DAE e consultor de empresas


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