Opinião

Um Brasil melhor para "todos"

Os projetos das campanhas estão centrados em críticas à gestão do país


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Messias Mercadante
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Estamos iniciando o ano de 2022. Que o Brasil seja mais um, entre os outros 1521 anos passados, abençoado por Deus.

Um ano importante, de eleições para a Presidência da República, Senado Federal e deputados federais e estaduais.

Já dando partida na campanha para o posto de Presidente, os candidatos, através de seus assessores expoentes, estão publicando artigos no jornal Folha de S.Paulo, nos quais sinalizam as linhas mestras dos propósitos dos seus governos, colocando com destaque o crescimento econômico do País; a melhoria na distribuição da renda nacional; a geração de emprego; a responsabilidade fiscal; a melhoria na estrutura do saneamento básico; investimentos em infraestrutura; as reformas Administrativa e Tributária, entre outras.

Praticamente, todos os artigos formalizaram críticas ao atual governo, especialmente ao ministro da Economia, na condução da economia, com o baixo nível de crescimento; elevado nível de desemprego e inflação acima de 10% no ano passado, além do elevado nível de pobreza em nosso País.

O que está ficando muito claro, lamentavelmente, é que os projetos das campanhas estão centrados em críticas à gestão do país, sem, pelo menos, relativizar com as circunstâncias que apequenarem o desempenho do Brasil, como também ocorreu com todos os países desenvolvidos e em desenvolvimento, em decorrência da pandemia da covid-19, causando lockdown que paralisou grande parte da atividade da economia mundial e provocou dispêndios de elevada monta, para a saúde pública e socorro financeiro para milhões de desempregados desemparados.

A técnica da crítica persistente, sem guardar coerência com as dificuldades reais vividas pelo País, ocorre com bases nos pressupostos da desinformação dos eleitores, assim como na falsa ideia de fraca memória por parte da nossa sociedade.

Outro ponto a destacar é a retórica do "combate à corrupção", como virtude de seus pretensos governos, o que sensibiliza a memória nacional, sem, todavia, representar a necessária ética consistente mas, via de regra, não observada, na gestão da "coisa pública".

O que não se viu , até o presente momento, são os fundamentos econômicos e financeiros para suas propostas para o Brasil que, sustentem, em bases reais seus propósitos estabelecidos, uma vez que os problemas e gargalos atuais, em sua maior parte, existem há décadas e não foram devidamente mitigados.

O senso crítico e as contestações são necessários e positivos para o País, entretanto, quando não relativizados, ganham contornos de retórica mas que, de certa forma, proporciona o reconhecimento de grande parte dos meios de comunicação com grande espaço na imprensa nacional mas, quase sempre, não constroem fatos
positivos.

Em meio a tantas dificuldades enfrentadas por todos os agentes econômicos e sociais, o que mais precisamos é de ideias e ações construtivas que corroborem para termos um Brasil que seja mais inclusivo; sustentável em crescimento econômico; geração de empregos e desenvolvido.

O que menos precisamos é de demagogia. É de políticos que queiram vencer as eleições tendo como plataforma eleitoral, não o foco na destruição de seus oponentes, mas sim na construção de bases reais para termos um País melhor para "todos".

É preciso ancorar os fatos registrados e as diretrizes direcionadas para um futuro "norte", que todos precisamos, com as ações e os recursos para se atingir os possíveis caminhos propostos.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é professor de economia no Unianchieta, membro do Conselho de Administração do DAE e consultor de empresas


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