Opinião

A genética não controla nossa saúde


A primeira pessoa que me fez olhar para a genética com outros olhos foi o pesquisador Bruce H. Lipton, autor de um dos melhores livros que já li, ‘A Biologia da Crença’. Como biólogo celular ele diz que nossa percepção influencia nossa biologia. Interessante não? Como exemplo disso podemos citar o estresse, que banha nossas células em cortisol e outros hormônios do estresse, que pode causar inúmeros malefícios. Ou o amor, que banha nossas células com dopamina e ocitocina, e que junto com a endorfina e a serotonina formam o quarteto da felicidade. Portanto a resposta ao ambiente tem o potencial de envolver nossas membranas celulares em mensagens de crise (que pode baixar nossa imunidade) ou em alternativas mais felizes e positivas (que podem vencer qualquer doença). A Epigenética por sua vez diz que o nosso DNA não é o nosso destino. Por décadas acreditamos no dogma central da Genética, de que o DNA ditava nosso futuro e que desde nossa concepção, nosso destino de saúde estaria pré-determinado pelo DNA, que controlaria toda nossa vida. Aqui entra a influência do ambiente ao nosso redor. Há dois meses ouvi uma frase que me fez refletir bastante sobre isso tudo. Eu estava numa palestra sobre movimento e saúde, do Kevin Carr, no primeiro Summit da PerformBetter no Brasil, e ele disse: “A genética carrega a arma, o ambiente puxa o gatilho”. Ao ouvi-la, todas estas questões acima começaram a borbulhar na minha mente. Eu saltitava de alegria, pois sempre acreditei nisso e este conceito estava chegando de forma científica na minha área. Os pesquisadores já colocaram há tempos que a grande maioria das doenças são multifatoriais. Portanto, seja sua genética favorável à sua saúde ou não, há ainda grandes oportunidades para seguir de maneira saudável sua vida. Só depende de você e do meio em que você se encontra. É neste ponto que eu entro. Como educadora de saúde, qualidade de vida e movimento, afirmo que você pode sim seguir pelo caminho certo. Um exemplo que eu adoro usar para ilustrar como o ambiente pode contribuir a nosso favor é de como a Epigenética age: pense num gene para diabetes que não é ativado na vida de uma pessoa que segue uma dieta paleolítica, basicamente a base de proteínas. Assim como um gene de ansiedade que pode não ser ativado na vida de um praticante de yoga focado em viver intensamente sua vida no presente. Portanto, para se beneficiar disso tudo que coloquei acima, cheque se na sua vida você está prestando atenção à sua alimentação, tendo um sono restaurador, cuidando para administrar o estresse, vigiando seus pensamentos, procurando se manter bem hidratado e praticando exercícios físicos. Muita saúde a todos. LICIANA ROSSI é educadora física formada pela Esef Jundiaí; pós-graduada em treinamento físico pela Unicamp e ginástica corretiva pela FMU-SP; exercícios corretivos pela Academia Nacional de Medicina Esportiva – NASM/USA; CHEK Practitioner nível 2 Califórnia/USA; Holistic Life Style Coach/CHEK Institute/USA

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