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A sorte está lançada

JOSÉ RENATO NALINI | 28/10/2018 | 06:30

Hoje teremos presidente da República e governador para o período 2019-2022. A maioria escolheu. Ponderou prós e contras, mais contras que prós. E votou. Mas isso não encerra o dever de alguém que de fato ama sua terra e se preocupa com ela.

A era digital mostrou a significativa perda de relevância da propaganda convencional. Deveria sugerir aos políticos a eliminação da nefasta prática de imprimir papéis e de emporcalhar a cidade. Deveria conscientizar os que até hoje comandaram a cena, de que propaganda eleitoral gratuita e Fundo Partidário têm seus dias contados. Se alguém quer prestigiar um partido, contribua mensalmente para a sua manutenção.

O recado mais importante destas eleições é o de que o modo tradicional de fazer política já não satisfaz quem experimenta as agruras de um Estado guloso, ávido por sugar seu povo e por devolver migalhas. Educação, saúde, segurança, saneamento básico, moradia, transporte, infraestrutura. Tudo capenga.

É preciso ter em mente que governo é instrumento subalterno à população, fórmula arcaica mas ainda subsistente de facilitar a vida em sociedade, mais desconfortável do que prazerosa. Governo é servo do povo, não seu senhor. Isso, aos poucos, vai sendo assimilado pela cidadania.

Mas para que ela seja cidadania de verdade, precisa assumir as obrigações, cumprir os deveres, aceitar responsabilidades em lugar de só reivindicar direitos. Conscientizem-se de que Presidente da República não é onipotente. Há instituições que podem e devem inibir arroubos, fazer com que a administração atenda ao bem comum e abandone personalismos.

Quem acertou na escolha tem de ajudar o seu representante, seja na União, seja no Estado. Fiscalizando, controlando, exigindo, não perdendo a mobilização evidenciada neste pleito. Quem não elegeu tem a obrigação de também colaborar para que a democracia prevaleça. Prepondera a vontade da maioria. Ainda que por percentagem aparentemente insignificante.

Missão de todos é virar a página e procurar nova formatação para uma República imersa em gravíssimos problemas, que não cuidou do amanhã e mostrou retrocesso em todos os aspectos que realmente interessam a um desenvolvimento sustentável e ético. Chega de ofensas, chega de provocações. O Brasil precisa de todos. De cada um de nós. Não é um convite: é uma imposição, um pedido de socorro, uma conclamação histórica.

 

 
JOSÉ RENATO NALINI é reitor da Uniregistral, docente universitário, palestrante e autor de “Ética Geral e Profissional”, 13ª ed. – RT-Thomson

 

 

 

 

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