Opinião

A vontade de devolver na mesma moeda

Quando uma pessoa nos fere, além de reconhecer que está desiludida ou aflita, ela também está ferindo a si própria. Se nos exercitarmos para ver as coisas dessa maneira, compaixão brotará espontaneamente, e todos os nossos impulsos de vingança irão diminuir. Na verdade, os seres não são ruins e nem bons: são apenas seres que pretendem ser felizes e não querem sofrer. Em sua busca por felicidade as pessoas se ferem de muitas maneiras diferentes. Pessoas governadas por forte aflição mental criam para si próprias e para os outros sofrimentos inimagináveis. Olhando para esse fato, veremos o quanto somos prejudicados pelas nossas desilusões ou aflições mentais. Sob a influência de pensamentos negativos e descontrolados, podemos nos ferir profundamente. A capacidade de não perder a calma quando somos fortemente provocados mostra grande preparo mental. E imaginar que seremos capazes de nos controlar dessa maneira sem treino é uma suposição irrealista. Mas, se aproveitarmos todas as oportunidades da nossa vida para treinar nossa mente com métodos adequados, seremos sim capazes de manter a calma em qualquer circunstância. A raiva, por outro lado, destrói todas as possibilidades de felicidade. Um casal, por exemplo, mesmo que ainda se ame, se constantemente desenvolverem raiva um do outro, o amor que sentem não poderá sobreviver. A raiva é como uma erva daninha cobrindo todo jardim. Todos nós desejamos ser felizes e nos livrar do sofrimento. Mas, controlados por nossas aflições mentais como raiva, apego, inveja , orgulho etc. criamos sofrimentos para nós e ainda mais para os outros. Todo mal que nos acontece é resultado de nossas próprias ações: logo, é completamente inadequado culpar os outros pelos nossos sofrimentos. Examinando dessa maneira, que motivos temos para devolver na mesma moeda? KELSANG CHIME é monja budista. [caption id="attachment_2541" align="aligncenter" width="800"] KELSANG CHIME[/caption]

Notícias relevantes: