Opinião

Brasil no rumo certo


Além da aprovação da reforma da Previdência Social, um marco histórico para o país, experimentamos também avanços anteriores, como a reforma trabalhista e a definição de tetos para os gastos públicos. No dia de hoje está previsto o leilão de seis poços para a exploração de petróleo na camada do pré-sal, que pode render cerca de R$ 107 bilhões, que serão compartilhados entre a União, Petrobras, estados e municípios. Uma inestimável ajuda financeira para aliviar os cofres públicos nesse final de 2019. Fatos relevantes para o Brasil resultarão dessa iniciativa: aumento da produção de petróleo e gás, que colocará o país como o quinto maior produtor mundial, com uma produção de cerca de cinco milhões de barris de petróleo/dia. A ANP - Agência Nacional de Petróleo - prevê investimentos das concessionárias da ordem de R$ 264 bilhões e a geração de 400 mil empregos diretos. O ministro da Economia, Paulo Guedes, deverá enviar ao Congresso Nacional, ainda nesta semana, quatro PECs - Propostas de Emendas à Constituição, relativas ao chamado pacto federativo: um novo regime fiscal, que envolverá investimentos na educação e saúde; a utilização de recursos dos fundos públicos, de cerca de R$ 200 bilhões para a redução da dívida interna do setor público; a reforma administrativa e a reforma tributária, além da privatização de estatais. Essas iniciativas estruturantes são animadoras e imprescindíveis para o futuro do país. Macroeconomicamente, os números também são positivos, principalmente, se lembrarmos que o país estava no fundo do poço: - O PIB - Produto Interno Bruto deverá crescer pouco, cerca de 1%; - A inflação ficará abaixo de 4% no ano, o que implica em menor sacrifício para a população de menor renda; - A taxa básica de juros - a SELIC, está em 5% ao ano, podendo findar 2019 em 4,5%, a menor em toda a sua série histórica; - O crédito bancário voltou a crescer, com juros menores; - A balança comercial fechará o ano com um superávit de cerca de US$ 37 bilhões. O saldo em transações correntes, com um déficit baixo, próximo a US$ 20 bilhões e os investimentos diretos dos estrangeiros deverá chegar a US$ 65 bilhões. Estamos caminhando celeremente para frente. MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é professor da UNIANCHIETA e autor do livro "O Gerenciamento da Vida Pessoal, Profissional e Empresarial" - Ed. M. Books - SP e Gestor de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí. Email: [email protected]

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