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Carlos Pellegrini: Existem notícias boas

CARLOS HENRIQUE PELLEGRINI | 06/06/2019 | 07:30

Pelos indicadores macroeconômicos, principalmente índices de confiança do consumidor, 2019 já é um ano perdido, mesmo que até setembro o governo emplaque a tão importante Reforma da Previdência, até o final do ano o Pacote Anti Crime do Ministro Sérgio Moro, assim como se encaminhe a Reforma Tributária para aprovar em 2020.

Acreditar que nosso País ia se transformar em curto prazo em exemplo de transparência e retidão, berço da igualdade social, que nosso DNA voltado a levar vantagem em tudo iria desaparecer e que nossa educação formaria líderes arrojados e de caráter, é o mesmo que crer em Papai Noel.

Forjamos o jeitinho brasileiro ao longo de séculos. Nossos políticos são brasileiros, possuem esse DNA. Repetido exaustivamente nos últimos tempos e recentemente elevado ao maior problema nacional, o termo corrupção é definido “como a utilização do poder ou autoridade para conseguir obter vantagens e fazer uso do dinheiro público para o seu próprio interesse, de um integrante da família ou amigo.

“No limiar do século XVI o governo português destacou o experiente Vasco da Gama para comandar a armada que rumaria a Índia, e que no caminho viria descobrir o Brasil. De última hora, sem explicações, o comando foi assumido pelo inexperiente fidalgo, Pedro Álvares Cabral. A mudança foi “articulada” e bem paga a “puxa-sacos” do rei D. Manuel I.

Provavelmente o primeiro ato de corrupção envolvendo o Brasil, antes mesmo de ele existir. Já há quem diga que a carta escrita por Pero Vaz de Caminha, em 1º de maio de 1500 comunicava ao rei português D. Manuel I o descobrimento do Brasil, é de fato o primeiro registro oficial de corrupção em nosso País.

Na visão de Caminha, o texto descreve o território recém-descoberto e ao final, solicita que seu genro, Jorge de Osório, que foi preso por assalto a uma igreja e agressão a um padre fosse solto. O caso é costumeiramente confundido com um pedido de emprego, o que não é verdade, foi ato de corrupção. Mas há notícias boas, o Brasil não é mais o mesmo, estamos passando a limpo nossa história, e nosso País está mais justo, anos luzes daquilo que desejamos, mas é um grande começo.

Temos que lutar com persistência para que não retrocedamos um milímetro do aprimoramento. Temos que forjar outra nação, baseado na liberdade, igualdade e fraternidade, punir todos que erraram e cobrar dos que querem servir o povo. Devemos rever nossa nação baseando-a na família, religião e educação.

CARLOS HENRIQUE PELLEGRINI professor universitário e diretor de Gestão e Sucessão Empresarial da Maxirecur Consulting, Email: pellegrini@maxirecur.com.br


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