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Carlos Pellegrini: Tempo de Natal

CARLOS HENRIQUE PELLEGRINI | 20/12/2018 | 07:30

É tempo de Natal, e o tal tempo, é relativo? Em 1905, Albert Einstein elaborou três trabalhos que revolucionaram a física: O movimento Browoniano das partículas, a Relatividade Especial ou Restrita e o Efeito Fotoelétrico. Esta última teoria enunciava que a velocidade máxima do universo seria a velocidade da luz. Quando ele afirmou isto surgiu uma mudança extraordinária: antes, o espaço e tempo eram absolutos e a velocidade variava, agora, é a velocidade que é absoluta para qualquer observador, então o espaço e o tempo variam dependo da velocidade do observador. Para ficar claro, uma pessoa que se movimenta com uma velocidade grande, o tempo passa mais lentamente, que, por exemplo, para uma pessoa que está em repouso. Tudo isso funciona bem quando não entram os sentimentos. Sentimentos bons fazem três horas parecerem três segundos, sentimentos ruins fazem de três segundos, três horas. Einstein nunca explicaria esse fato, pois nunca lidou bem com seus sentimentos. Hoje em dia, é muito comum dizer que o tempo está passando rápido. No passado, o tempo dava a impressão de demora e lentidão. O Natal merecia despedida, pois levava muito para chegar o próximo. Agora piscamos os olhos e chega o Natal. Várias teorias são cogitadas; Teoria da Ressonância de Shumann com a freqüência de Gaia (Terra), a Teoria da Órbita Síncrona com todos os astros acelerando cada vez mais e sem referência, a Teoria “dos dias de hoje” que coloca a atual loucura do dia a dia como elemento de entretenimento, e não vermos o tempo passar, etc. Defendo que tudo vem dos sentimentos. Hoje não mais degustamos os momentos, não provamos com calma os sabores da vida, não atentamos a detalhes. A harmonia universal é cheia de articulações e nos coloca frente a frente com a prosperidade, a alegria e com oportunidades novas, que podem mudar nossas vidas sensivelmente. Deus, na sua grandeza, coloca a frente oportunidades de mudar nossas vidas para melhor todos os dias. Atarefados, distraídos e com outras prioridades não notamos e o tempo se vai, e com ele as oportunidades. Porque os momentos bons passam rápido? Nascemos para ser felizes e por tanto consumimos essa energia de forma voraz e rápida. O contrário para os momentos ruins. O Natal de Cristo nos traz esperança que o tempo passe na medida de nossos sentimentos, mas de qualquer forma temos que vivê-los bem, pois são únicos e não retornarão jamais.

CARLOS HENRIQUE PELLEGRINI é professor universitário e Diretor de Gestão Empresarial e de Sucessão Familiar da Maxirecur Consulting, pellegrini@maxirecur.com.br

ARTICULISTA CARLOS HENRIQUE PELLEGRINI


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