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Chega de pessimismo

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO | 20/05/2020 | 05:20

Já há algum tempo que alguns brasileiros, sempre que possível, em todas as oportunidades, falam, escrevem e agem de forma que acabam denegrindo a imagem do Brasil, aqui dentro e internacionalmente.

Nesses últimos meses de pandemia do novo coronavírus (covid-19), que consequentemente nos trouxe também uma grave crise econômica, o noticiário e os artigos dedicados à nossa economia registraram que o Brasil é um dos países com pior tratamento contra a pandemia e que há um grande descaso das autoridades, o que não se pode concordar, dado ao caráter “emergencial” que surpreendeu não somente o Brasil, mas todo o mundo, incluindo os países mais avançados.

Somos um país com 212 milhões de habitantes e temos cerca de 250 mil infectados, ou seja, aproximadamente, 0,12% da população. Temos cerca de 17 mil mortes que é igual a 0,01% da população e 7% dos infectados. É triste, lamentável e, em se tratando de vidas, o ideal seria que não tivéssemos nenhuma morte. Mas, efetivamente, como se vem colocando no mundo e aqui na América Latina, o Brasil seria um dos maiores desastres dessa tragédia, o que não é verdade.

Na economia, o que se verifica é a abordagem de que o Brasil está se tornando a pior opção de investimentos para os estrangeiros e, consequentemente, para os nacionais. Trata-se de uma visão míope, do aqui e do agora, sem ter, como devido é, uma visão de médio e longo prazos.

Entrementes, mesmo nesses tempos difíceis para o Brasil e para o mundo, temos atrativos singulares, ou seja, não comuns à maioria dos países. Vejamos:

Somos a quinta maior população mundial. Temos o quinto maior território do mundo com 8.511.000 km2 de extensão, somos a décima maior economia do mundo com um PIB (Produto Interno Bruto) de cerca de US$ 1,85 trilhões. Temos uma inflação projetada para 2020 de cerca de 2,0%, uma das mais baixas do mundo, uma taxa básica de juros, a selic, de 3% ao ano, com perspectivas de terminar o ano entre 2,0% e 2.5%, também uma das mais baixas taxas do mundo.

Temos uma reserva internacional invejável de US$ 348 bilhões, uma balança comercial superavitária todos os anos e, para este difícil ano, um saldo projetado de cerca de US$ 50 bilhões. Somos o segundo maior produtor mundial de grãos, com uma safra estimada para este ano de 247 milhões de toneladas, além de grande produtor/exportador de outras commodities, como proteína animal, minérios e petróleo. Temos uma matriz energética das mais limpas do mundo e uma força de trabalho de 100 milhões de trabalhadores. Ainda mais, somos um país democrático, sem nenhum xenofobismo ao capital estrangeiro e de gente boa.

Para frente Brasil, vamos cuidar da saúde dos brasileiros, da economia e dos dados positivos do país. Quanto aos negativos, abordaremos em outro artigo.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO é professor da Unianchieta e gestor de desenvolvimento econômico, ciência e tecnologia da Prefeitura
de Jundiaí.


Link original: https://www.jj.com.br/opiniao/chega-de-pessimismo/

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