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Chutando o balde – por Heitor Freddo (25/11/2018)

HEITOR FREDDO | 25/11/2018 | 14:00

Copa São Paulo 2019 – O que esperar do Paulista?

A Copa São Paulo de Futebol Júnior é uma paixão do jundiaiense. Mais do que os jogos do Paulista em torneios profissionais, competições poliesportivas no Bolão ou até eventos culturais, janeiro é o mês dedicado às famílias em Jayme Cintra.

Desde que a competição voltou a ter nossa cidade como uma das sedes – não por desejo próprio do Paulista, mas por iniciativa do Red Bull Brasil – públicos expressivos são registrados em jogos improváveis. Claro que fica na memória a campanha histórica de 2017, mas naquela mesma edição mais de cinco mil pessoas acompanharam a primeira rodada, numa terça feira qualquer, às duas da tarde, quando absolutamente ninguém sonhava que o time comandado por Umberto Louzer chegaria à decisão do torneio.

Alguns fatores levam a esse fenômeno de casa cheia: período de férias em uma cidade que parece ter uma variedade de opções mas não tem (shopping não conta), gratuidade na entrada, respeito maior por parte da Polícia Militar – que em jogos profissionais do Paulista trata o torcedor como se fosse bandido, exigindo-o que passe por uma revista digna da desconfiança de que todos que vão a um estádio de futebol são potenciais terroristas prestes a explodir Jayme Cintra numa tarde de Paulista x União Mogi.

Em janeiro de 2019 a expectativa é a mesma. Jundiaí é uma cidade estratégica para a Federação Paulista de Futebol, pela localização, presença de público e pelas condições do estádio, que pode servir mais parte como uma sede para qualquer outro clube que tenha interesse do público e da televisão. E se você torceu o nariz agora, pensando que Jayme Cintra está ultrapassado e inapropriado para jogos grandes, com certeza você não conhece o estádio do Itapirense.

Para o Paulista, a competição pode até ser surpreendente, mas a tendência é que o Galo jogue mais com o nome e a tradição do que com alguma chance real de ir longe. O grupo não é exatamente um bicho papão, e esse nivelamento que faz com que a chave se torne improvável – exatamente como na edição deste ano. O Paulista pode tanto terminar em primeiro lugar quanto na lanterna sem nenhum ponto somado.

Jayme Cintra é sede do Grupo 18 com Paulista, Red Bull Brasil, Vila Nova de Goiás e Porte de Caruaru em Pernambuco. Nenhum gigante, mas nenhum time bobo. O Galo tem como base o time que disputou o Campeonato Paulista Sub 20 da Segunda Divisão, torneio ainda em andamento com a disputa da final entre Itapirense e Elosport, equipe de Capão Bonito que eliminou o Paulista nas oitavas de final em dois jogos (empate por um a um na Grande São Paulo e vitória dos visitantes por um a zero em Jundiaí).

Se em 2018 o Paulista chegava à Copa São Paulo já trabalhando no planejamento do estadual da quarta divisão, agora o que se vê é um grande desânimo cercado de indefinições e a esperança de um sonho dourado em viver uma parceria com o Red Bull – que hoje é muito mais sonho do que projeto.

E o time de Campinas chega à Copinha com um histórico recente mais respeitável, eliminado nas quartas de final do Campeonato Paulista Sub 20 da primeira divisão. O carrasco foi o Palmeiras, que viria a ser campeão do torneio.

O Vila Nova fez uma péssima campanha no Campeonato Goiano Sub -19, eliminado na primeira fase em sexto lugar – num torneio de dez times – com três vitórias, três empates e três derrotas. Quando teve a chance de compensar na Copa Goiás, o time também morreu na primeira fase. O time profissional do Vila Nova fez uma boa campanha na Série B do Brasileiro com muitos jogadores contratados e pouca utilização da base. Em 2019 o técnico do profissional será Umberto Louzer, que certamente estará em Jundiaí acompanhando a Copinha. Que a presença dele nos traga bons ares para uma nova campanha histórica. Mas fora isso, não crie grandes expectativas para essa Copinha.
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