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Coluna do Martinelli: Rir é tão bom, que tem até uma data comemorativa

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI | 13/01/2019 | 05:05

Embora pouco divulgada, celebra-se a 18 de janeiro uma data comemorativa inusitada, o Dia Internacional do Riso, festejado pela primeira vez no Brasil em 2009, por ocasião do lançamento do livro “Sorria, você está sendo curado” do humorista Marcelo Pinto, conhecido como “Dr. Risadinha”. Mundialmente, teve origem em Mumbai, na Índia, em 1998, quando 12.000 membros de clubes sociais de diversas partes do mundo juntaram-se em uma mega sessão de riso, num evento criado pelo fundador do movimento “Yoga do Riso”, Dr. Madan Kataria.
Apesar de curioso, o acontecimento tem propósitos louváveis, já que objetiva ressaltar a importância do riso como demonstração de bem estar que aproxima as pessoas e traz alegria. Tanto que o genial cineasta Charles Chaplin dizia: “Creio no riso e nas lágrimas como antídoto contra o ódio e o terror”. “Um dia sem rir é um dia desperdiçado”. “É saudável rir das coisas mais sinistras da vida, inclusive da morte. O riso é um tônico, um alívio, uma pausa que permite atenuar a dor”.
Com propriedade, Ariano Suassuna, grande escritor brasileiro, afirmou: “Tenho duas armas para lutar contra o desespero, a tristeza e até a morte:/o riso a cavalo e o galope do sonho/É com isso que enfrento essa dura e fascinante tarefa de viver.”
Indicam os especialistas que rir faz bem para a saúde mental, pois relaxa as tensões, ameniza o estresse diário e abafa os efeitos da competição provocada pelo consumismo desenfreado. Por outro lado, é ótimo para a saúde como um todo, pois quando rimos, praticamos exercícios faciais que retardam o surgimento de rugas e mexem com o corpo inteiro, produzindo excelentes resultados. Sabe-se hoje que o riso fortifica o sistema imunológico, estimula as funções cardiovasculares e libera endorfinas que combatem a dor. Assim, ele é um ato simples, com inúmeras consequências agradáveis.
Há quem diga que ao sorrimos para alguém, podemos estar mudando a vida desta pessoa ou, pelo menos, parte dela. Antoine de Saint-Exupéry escreveu: “No momento em que sorrimos para alguém, descobrimo-lo como pessoa, e a resposta do seu sorriso quer dizer que nós também somos pessoa para ele”. Nessa trilha, Fiodor Dostoievski se expressou: “Conhecemos um homem pelo seu riso; se na primeira vez que o encontramos ele ri de maneira agradável, o íntimo é excelente”.
Efetivamente, rir é um ótimo remédio para o corpo e para o espírito. Por isso a recomendação: devemos praticar constantemente a terapia do riso. Pesquisas científicas mostram que pessoas felizes vivem mais e melhor. Existe até um “Movimento Mundial do Riso!” que fundado em 1995 conta com mais de 6 mil clubes da risada, espalhados por todo o mundo. Portanto, aquele conhecido ditado “rir é o melhor remédio” efetivamente traduz uma concreta realidade.

LUTHER KING: Com um feriado nacional antecipado para a segunda-feira mais próxima da data, os norte-americanos comemoram em 15 de janeiro, o nascimento de Martin Luther King Jr., incansável ativista e um dos mais importantes líderes pelos direitos civis no mundo, através de uma campanha de não-violência e de amor ao próximo. Por isso, foi-lhe outorgado o Prêmio Nobel da Paz em 1964, tendo sido a pessoa mais jovem a receber tal honraria. A sua morte, em 1968, vítima de assassinato, chocou a humanidade, que à época tinha em suas pregações, as esperanças de um mundo melhor, sem discriminações e respeito recíproco entre os indivíduos. Sua vida e o seu trabalho são sinônimos de coragem, enfrentamento, dedicação, altruísmo e desprendimento na busca dos princípios da igualdade, da liberdade e da isonomia da lei, vedadas as discriminações e privilégios. Esperamos que as suas aspirações cada vez mais se tornem reais e palpáveis, e que os homens, em todo mundo, nasçam e permaneçam livres e iguais em todos os sentidos e aspectos. Reverenciando sua nobre figura, invocamos duas de suas célebres frases: “O ser humano deve desenvolver, para todos os seus conflitos, um método que rejeite a vingança, a agressão e a retaliação. A base para esse tipo de método é o amor”/ “O que mais preocupa não é o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons.”

*JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor universitário. É presidente da Academia Jundiaiense de Letras (martinelliadv@hotmail.com)

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI


Link original: https://www.jj.com.br/opiniao/coluna-do-martinelli-rir-e-tao-bom-que-tem-ate-uma-data-comemorativa/
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