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Comportamentos juvenis

LICIANA ROSSI | 18/01/2020 | 05:00

De alguns anos para cá eu venho percebendo uma certa mudança no comportamento dos jovens em relação à saúde,: apesar de ser uma mudança lenta, vejo que eles estão cada vez mais buscando aquilo que lhes faça bem e acredito que esta mudança veio para ficar. Por outro lado – e infelizmente – vejo também uma piora em outros hábitos, e geram comprometimentos drásticos à saúde.

Os adolescentes de hoje têm muito mais noção de saúde do que as gerações anteriores: conheço muitos que optaram por serem vegetarianos; outros que são praticantes de atividades físicas regulares, competitivas, e que têm uma visão do movimento como “medicina”. Outros ainda se colocam como jovens sábios ao utilizarem tudo isso na manutenção do famoso estresse pré-vestibular, adotando também a meditação para ajudar na concentração e diminuir a ansiedade.

Outro dia li que beber álcool tende a sair de moda: achei sensacional. Em quase todos os países ocidentais é nítido que os jovens têm começado a beber mais tarde do que seus pais começaram. A parte triste é que eles têm se socializado cada vez mais de forma on-line, e parece ser este o motivo principal.

A parte boa é que a moderação faz parte de um estilo de vida saudável, e esta tendência vem crescendo muito. As companhias de bebidas, percebendo isso, já oferecem versões de cervejas e outras bebidas sem álcool, pois elas estão se adequando para captar este novo perfil de clientes. Daqui duas gerações, beber álcool poderá ser algo fora de moda, se este ritmo de mudanças continuar.
Já o uso do cigarro vem crescendo entre jovens. Isso me entristece muito, pois não é preciso citar aqui os malefícios do cigarro e os tipos de doenças que ele trás.

A moda agora é o Narguilé: de acordo com a Organização Mundial da Saúde, uma hora de utilização deste equipamento equivale a 100 cigarros, e uma pessoa chega a engolir até 50 litros de fumaça. Sem contar os fumantes passivos, que também devem ser alertados sobre os riscos da fumaça. Os jovens ficam com os lábios arroxeados e intoxicados pelo monóxido de carbono, e tenderão futuramente a um comprometimento respiratório por doenças pulmonares obstrutivas. Vale a pena?

Há muitas outras questões que poderiam ser discutidas aqui, mas levanto estes dois temas para vocês refletirem sobre saúde. Vejo o álcool e o fumo como duas questões importantes a serem debatidas já na pré-adolescência. A escola tem um papel importante, mas será o exemplo e a educação dos pais e da família o grande diferencial para levá-los para o caminha da saúde. Muita saúde a todos.

LICIANA ROSSI é educadora física formada pela ESEF Jundiaí

Liciana Rossi


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