Opinião

Dia do arquiteto pede olhar ao futuro

Diante das alterações climáticas e com expectativa da temperatura da Terra subir 3,2º C nos próximos dez anos, os arquitetos têm a responsabilidade de incorporar critérios inovadores nos projetos - com materiais sustentáveis, tecnologias eficientes na construção e planos de mobilidade. Juntar esforços para reverter a terrível notícia do aquecimento global com ferramentas inovadoras para reduzir a emissão de gases-estufa, que levaria anos para ser alterada, precisa se reverterem urgência maior. Os efeitos, já estamos presenciando. Assim, a 12º Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo promovida pelo IAB (Instituto dos Arquitetos do Brasil), indicou critérios. “Espera-se valorizar as obras, projetos e produções merecedoras de destaque no atual contexto social, econômico, ambiental, urbano e político brasileiro, afim de promover um sólido repertório de obras referenciais, reafirmando a arquitetura e o urbanismo como manifestações culturais”, ressaltou o evento sobre como os projetos selecionados demonstraram essa diferença e são uma contribuição para a sociedade civil e para os gestores das cidades. Neste 15 de dezembro, comemoramos o Dia do Arquiteto. Temos motivos para comemorar. O IAB tem 98 anos e sempre inovou e deu boas direções para os arquitetos e para a sociedade. Foi por ele, por exemplo, que o concurso de Brasília aconteceu em 1958, assim como, em 2019, do Vale do Rio Jundiaí. Além disso, acaba de ser premiado pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) como entidade de maior relevância em arquitetura do Estado. Este nosso dia é celebrado na mesma data de comemoração de nascimento de Oscar Niemeyer. Neste ano, as premiações da Bienal foram referenciais e garantiram bons espaços para fruir e melhorar a vida em lugares urbanizados e nos novos projetados. Entre eles, o projeto da Fábrica Japy teve o reconhecimento do júri - e foi premiado. Um presente ao aniversário de Jundiaí. Juntos, eu e todos que conhecem o projeto comemoramos. Não vemos a hora de que aquela antiga tecelagem da Vila Arens volte a funcionar como um lugar socialmente agregador, agradável e aberto, com fruição como no espaço projetado. Já reconhecido pelo Conselho Municipal de Patrimônio Histórico e Cultural de Jundiaí (COMPAC), e pelos seus realizadores dos grupos Nivoloni e Russi - que puseram mãos à obra e estão dando um exemplo com essa atitude firmada com agentes da Prefeitura e Ministério Publico . EDUARDO CARLOS PEREIRA IRA  é arquiteto e urbanista, autor do livro “Núcleos Coloniais e Construções Rurais”. Foi presidente do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de Jundiaí (Compac), de 2008 a 2011, e conselheiro do Compac, de 2014 a 2016. É membro do Icomos – Conselho Internacional de Monumentos e Sítios

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