Opinião

É preciso prevenir


No início do mês, a OMS (Organização Mundial da Saúde) classificou o novo coronavírus como uma pandemia, reconhecendo que a doença está sendo transmitida em escala mundial. Sabemos que a expansão do contagio é grande e ainda não conhecemos muito sobre a letalidade, já que os números começaram a aparecer agora. Não sou da área da saúde, então não é meu papel falar sobre o vírus. O que sei é o que a maioria das pessoas sabe: é preciso prevenir! Nos Recursos Humanos, essa sim minha área, falamos de pessoas o tempo todo. Aqui pretendo chamá-los para uma reflexão: o RH está preparado para esse enfrentamento? O que sabemos sobre a transmissão do vírus é que o contagio pode acontecer através de gotículas de saliva, espirro, tosse ou catarro de uma pessoa infectada, mas também através de objetos usados por elas. Imaginem as pessoas que usam transporte coletivo, por exemplo, corrimão de escada e até mesmo maçanetas e outras superfícies. É preciso adotar medidas individuais para proteger a si e aos outros, tendo em vista que muitos dos contágios são através de pessoas que não apresentam os sintomas. Aqui na empresa acabamos de fazer uma reunião com nossos colaboradores para começarmos nossa adaptação ao momento, pensando também nas centenas de pessoas que passam pela NovaRH em busca de oportunidade e também nas empresas clientes e parceiras. Nossa responsabilidade agora, dentro de nossas empresas, é transmitir informações corretas e de órgãos oficiais de saúde, disponibilizar álcool em gel e afixar cartazes sobre como lavar as mãos: sim, é importante divulgar a maneira correta de higiene. É preciso também diminuir o uso de ar-condicionado e se possível abrir as janelas para a ventilação e circulação de ar, assim como higienizar constantemente telefones e outros objetos de uso coletivo. Empresas que fazem uso da biometria, como a leitura de digital, precisam redobrar a atenção na higienização destes objetos! Em nossa reunião aqui procuramos não ser alarmistas, mas sim precavidos. Estas ações no espaço coletivo de trabalho é o mínimo e o óbvio, mas o tema home office surgiu: achamos pertinente flexibilizar para nossos colaboradores os horários e local de trabalho. Nada como uma conversa franca, mostrando preocupação, mas também estando aberto para sugestões. Há mães trabalhando que não terão com quem deixar os filhos, e no outro lado há empresas que vão aumentar sua produção, até por uma questão de necessidade de mercado. Então é preciso organizar.O RH terá que se adaptar ao momento, e creio que possamos encontrar novos caminhos e novas formas de trabalhar. VÂNIA MAZZONI  é diretora de RH

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