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Eduardo Carlos Pereira: Revolução sem volta

EDUARDO CARLOS PEREIRA | 21/04/2018 | 03:00

O que poderia perfeitamente fazer parte de um filme de ficção, daqueles que viver com tecnologias avançadas fascinavam os cineastas, pelo menos em uma pequena parte já é realidade. É a energia solar fotovoltaica, dos raios solares, transformadas em energia doméstica.

Não estou falando de usinas nucleares, usinas solares geradoras de energia para a cidade nem de usinas eólicas produtoras de energia. Hoje é possível gerar energia no telhado da sua casa e com isso conseguir um abatimento de até 95% na sua conta de energia, com custo do sistema totalmente viável para milhares de pessoas. E o que é melhor: com incentivos do Ministério das Minas e Energia. Foram criados subsídios para financiamento do sistema com taxas de menos de 1% ao mês da Caixa Econômica, Banco do Brasil, Santander e outros bancos brasileiros.

Trata-se de um sistema doméstico de captação solar que garante a redução da conta de luz, entre outros fatores, como afirma o engenheiro de automação Lucas Bachi. “O grande benefício é a possibilidade do abatimento na conta de energia de um outro imóvel no mesmo CPF do proprietário. Ou seja, você pode instalar o sistema em uma casa, fazenda ou sítio que tenha um espaço maior e gerar energia para outro imóvel”. Isso, para mim, é fantástico e abre um enorme campo de possibilidades para a geração de energia.

Gustavo Moraes, engenheiro de elétrico, afirma que economia e sustentabilidade, temas necessários em nossos dias, não podem prescindir desse novo recurso tecnológico para o cotidiano. Começa pela economia no fornecimento de energia, depois nos equipamentos. Tudo isso foi implementado em 2017 para nós, embora seja um dos países com maior potencial para transformar luz solar em energia elétrica.

Finalmente vamos conseguir transformar energia solar em elétrica em massa. Não tem nada de novidade na tecnologia, que existe faz mais de 10 anos. A Alemanha trouxe para o Brasil um protótipo de “green house” que ficou exposto no Ibirapuera em 2010, em que esse sistema já existia e que, além de tudo, o consumidor poderia vender seu excesso para a rede local. A novidade e a inovação são a liberação dessa tecnologia para o mercado em massa.

O que é uma revolução sem volta também não quer dizer que isso seja um privilégio de alguns lançamentos de edifícios novos. Não! Isso será, certamente, item fundamental nos novos projetos de qualquer edifício. O que não pode ser, também, como uma oferta fantástica para convencer compradores.

Qualquer um pode ter este sistema inovador. A viabilidade de fazer na sua casa, no seu prédio ou no seu negócio a instalação desses equipamentos é real e poderá receber essa economia daqui para sempre.

EDUARDO CARLOS PEREIRA é arquiteto e urbanista, autor do livro “Núcleos Coloniais e Construções Rurais”. Foi presidente do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de Jundiaí (Compac), de 2008 a 2011, e conselheiro do Compac, de 2014 a 2016. É membro do Icomos – Conselho Internacional de Monumentos e Sítios


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