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Em tempos de eleição

VANIA MUGNATO DE VASCONCELOS | 14/10/2018 | 09:20

Chegamos a mais uma eleição para cargos majoritários. E como jamais vimos antes, boa parte do povo brasileiro, impulsionada pelas dificuldades e sofrimentos causados pela corrupção sistêmica que prejudica todos os direitos da cidadania, passou a pensar na importância de eleger bons representantes.

Em 1º de janeiro, tenhamos votado ou não, 513 deputados federais, 54 senadores e um presidente, além de deputados estaduais e governadores, receberão seus mandatos para mais quatro anos na função de dirigentes dos nossos destinos. E com foro privilegiado! É uma escolha de fundamental importância, tanto para o líder máximo do país quanto para os demais membros do Executivo e Legislativo, os quais, em verdade, dirigem boa parte do destino da nação.

O Espiritismo, em suas obras, deixa clara a importância do homem e da sociedade no progresso dos povos. Na questão 794 de “O Livro dos Espíritos”, Allan Kardec questiona sobre o assunto e a resposta obtida dos espíritos superiores foi que a sociedade poderia ser regida somente pelas leis naturais, sem o recurso das leis humanas, se os homens as compreendessem bem e quisessem praticá-las, mas que a sociedade tem as suas exigências e precisa de leis particulares.

Significa dizer que se os homens agissem pelas leis naturais – eu sinto fome, frio, sede, amor, cansaço, doença etc., e você sente as mesmas sensações em condições semelhantes – então faríamos ao próximo o que gostaríamos que nos fizessem. Desse modo, nada faltaria para ninguém, pois todos reciprocamente se ajudariam.

Contudo, como o ser humano ainda não despertou para a simplicidade das relações que se apoiam de forma mútua, as leis humanas tornaram-se exigência a traduzir o progresso que já conseguimos alcançar e podem ser ampliadas, sendo, portanto, necessárias e úteis.
Assim podemos compreender a grave responsabilidade na escolha dos candidatos. É uma escolha que exige coerência, sentimento de pertencer à sociedade, senso de coletividade e interesse comum.

A política foi tomada pelos interesseiros, não por interessados, por omissão dos bons na lide do serviço público. Mas estamos mudando isso, ao tentar entregar a responsabilidade do nosso futuro aos que, dignos como homens, serão dignos no campo da administração pública.
Vote sim. Vote bem. Vote sem medo. O futuro também é sua decisão.

VANIA MUGNATO DE VASCONCELOS
é advogada, articulista e
militante espírita em Jundiaí

 

 

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