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Em tempos de quarentena

GUARACI ALVERENGA | 29/05/2020 | 07:00

Nestes tempos de isolamento, deixo-me levar pelo prazer de doces lembranças, e trago à cena do presente uma animada gente e palpitantes lugares, onde o convívio social sempre seduz pelo enriquecimento interior. Gente de aptidões aos prazeres da saborosa comida.

A estrelada “paella” de frutos do mar do Pitico Raymundo é um deslumbre. O picante camarão ensopadinho com chuchu do mestre Paulo de Luna. A generosa macarronada do Inos Corradin. O prato de resistência do Vanoil Passarela, o cordeiro no molho de alecrim. Os incríveis risotos de Angela Rappa, rainha e cortesã da arte da culinária. A bacalhoada de Pili Rodrigues. A “pasta” no caldo do limão siciliano dr. Marcio Nogueira. A costela assada do altaneiro Viana. A posta de robalo no azeite de Orides Russi.

Os incríveis canapés de Ciça Gasparoto, o “tutu a mineira” da sempre colunável Elida Furtado. As porpetas do chef Cassio e a suculenta feijoada do Nene Cardoso. O escabeche do Angelo Espanhol, a salada de frutos do mar da bela Márcia Russi e as pizzas do Esquerda. O capeletti de carne com parmesão do Pascoal Suenson, a apetitosa rabada com polenta brilhosa de Dona Quita Amadi. A massa fina “a papalina” do Edu Kalaf. A salada de camarões de Don Contursi. O arroz carretero do Carlinhos Cocada, o tira-gosto no recinto do Getulio Sá e o saboroso peixe na grelha do Claudio Gomes. Os pastéis de forno do Pirana.

Não há prazer maior que comer estas iguarias. E os lugares dos bares do dia a dia, então! O estimado Afonso Pereira aplaude o Cazarins Bar. O mais doce Orlando Gazola, o bar do Baiano, Outros amigos indicam o Natura, o Bar do Pedro no Mercado, o Bar do Du, O “Sujinho” na Vila Progresso, O XiqueXique na Colonia, O Arlindo Peroba fala do bar da Bocha na Ponte, o João Potranca no Medeiros, o Toa Toa no Jardim Cica, o Raul do Engordadouro, o quibe do Samir e os lanches do Mirim Dog.

A mesa simples, o papo descontraído, o saboroso petisco, o doce aperitivo. Não há modismos, nem melindres. Aplaudo o longo tempo de resistência de casas tradicionais da cidade, como o pãozinho francês do Schiavi, o joelho de porco do Paulo Braga, o

Alemão da Marechal e a “pizza” do Beja. O Suplicy da Cantina Jundiaiense, o Parmegiana do Beira Rio, o bacalhau na brasa do Barão Ricardo Ricaredo.

Quero lançar uma palavra de simpatia a estas pessoas que imprimem êxito a seus empreendimentos e não desistem a despeito de empecilhos. Quero também acrescentar a toda esta gente o ingrediente do meu carinho, salpicado pela minha admiração e uma doce pitada de reverência. Gente que nos ajuda a conviver com o temporário e o provisório, na certeza que o sol de amanhã, quando a cidade se abrir, ilumine todos os rostos dos que aqui moram.

GUARACI ALVERENGA é advogado.


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