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Espaço do Cidadão – 01/11/2018

LEITOR | 01/11/2018 | 04:00

AGRADECIMENTO: Graças a Deus, ao Jornal de Jundiaí e as pessoas que me incentivaram, o semáforo que sugeri para a Prefeitura de Jundiaí (na esquina da rua Senador Fonseca, na Praça dos Andradas, no Centro) está sendo instalado. É gratificante saber que uma simples ideia vai beneficiar os 400 mil moradores da Terra da Uva.
Faustino Vicente

SOBRE A REPORTAGEM ‘ESCOLA SEM PARTIDO VOLTA A POLEMIZAR NA CÂMARA’ (PUBLICADA NA EDIÇÃO DE 31/10, pág. 3): Imagine que você é um garçom vegetariano convicto, que fica doutrinando os clientes do restaurante sobre qual comida escolher, isso quando não está tentando fazer o cozinheiro se sentir culpado, responsável pelos “cadáveres” de bois e frangos que ele prepara. Você está sendo um profissional adequado? Imagine agora que você é um vendedor tão corintiano que discute sucessos e fracassos do seu time o tempo todo, com todos os clientes e colegas de trabalho, perdendo tempo e irritando quem não se interessa pela sua opinião.

Você está sendo um funcionário eficiente? Se você recebe comissão, isso ajuda ou atrapalha seu rendimento? Por que seria diferente na nobre profissão do ensino? Sabemos que a carga horária nunca é suficiente para todo o volume de matéria; que muitos alunos trazem dificuldades de aprendizado das séries anteriores; que passar no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e no vestibular vai fazer diferença na vida inteira do aluno; que o mero aprender já é precioso: aprender a raciocinar para entender o que lê e conseguir ter opiniões próprias; para não ser enganado no troco; para ser menos gado e mais cidadão.

Quem já foi aluno sabe que existem professores que não são “neutros” como deveriam, chegando a baixar a nota de dissertações contendo opiniões contrárias às suas; quem tem filhos sabe como um professor simpático pode ser uma influência mais forte do que a família (para o bem e para o mal). E opinião de sindicato? Aqueles sindicalistas que são contra a valorização (com melhor salário) dos bons professores? O Brasil precisa muito de meritocracia! E se um aluno não puder se queixar, inclusive para um representante do povo, de um professor que não ensina, isso não é censura? Antes de sentir dó do coitadinho do professor “patrulhado”, lembremos que ninguém está querendo impedi-lo de ser politizado nas suas horas de folga!

Silvia C.R. de Vasconcelos, estudante nas décadas de 1960-70, mãe e avó


Link original: https://www.jj.com.br/opiniao/espaco-do-cidadao-01112018/
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