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Espaço do Cidadão – 02/02/2019

LEITOR | 02/02/2019 | 04:00

RETOMADA NO SETOR IMOBILIÁRIO
Os últimos quatro anos foram muito difíceis para a economia brasileira, de maneira geral, tendo afetado diversos setores. Não seria diferente com o mercado imobiliário. O imóvel é um bem de alto valor, e com as altas taxas de desemprego, informalidade, salários achatados e financiamento escasso, muita gente decidiu postergar ao máximo a decisão de comprar a casa própria. A situação atual é bem diferente da vivida até o início desta década, quando as incorporadoras lançavam empreendimentos residenciais de alto padrão e conseguiam vender as unidades rapidamente. Há seis anos, quase metade dos imóveis eram comercializados por meio de crédito imobiliário concedido pelos bancos. Mas a oferta de financiamento foi expressivamente reduzida, impactando também o mercado de imóveis usados, que viveu anos de forte valorização. A realidade mudou. Em 2018 tivemos sinais claros de melhora na economia, com crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), inflação sob controle, juros baixos e abertura de milhares de postos de trabalho. Para este ano a perspectiva é ainda mais animadora, conforme apontam diversos analistas e especialistas. O setor imobiliário também emite sinais gradativos de retomada, se preparando para atender à demanda, com incremento do número de incorporações nas grandes cidades, especialmente de empreendimentos de menor metragem, com um a dois dormitórios. No mercado secundário, isto é, de imóveis usados, também temos percebido sintomas de recuperação que, esperamos, se aprofunde conforme o país for saindo da crise em que ainda se encontra. Aos proprietários que desejam vender seus imóveis, a palavra de ordem é flexibilização. No ano passado, 100% das unidades residenciais vendidas tiveram descontos em relação ao valor originalmente solicitado. Há ampla oferta de casas e apartamentos no mercado, e justamente por isso os interessados em comprar imóveis possuem maior poder de barganha do que antigamente. Por vezes, em um mesmo condomínio há duas, três ou mais unidades aguardando por um comprador. Quem tiver a melhor proposta, e o imóvel em bom estado de conservação, leva. Aceitar uma contraproposta pode ser melhor negócio do que manter o imóvel fechado por muito tempo, tendo de arcar com despesas de IPTU, condomínio e de manutenção da unidade. Também recomenda-se avaliar propostas de permuta, ou seja, a entrega de um imóvel de menor valor como parte do pagamento. Para quem deseja comprar imóvel, este é um momento bastante oportuno, e basicamente pelos mesmos motivos: diversidade de oferta e maior flexibilidade por parte dos proprietários na negociação de valores e em relação às condições de pagamento.
Igor Freire


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