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Espaço do Cidadão – 02/10/2018

LEITOR | 02/10/2018 | 05:00

COLUNA DO MARTINELLI: No último domingo, o Dr. João Carlos Martinelli, em seu artigo no portaljj.com.br, destacou o Dia da Secretaria (30 de setembro) e o Dia Internacional do Idoso (1º de outubro). Enquanto retratou o alcance do exercício profissional da primeira, fazendo um histórico da data comemorativa – muito interessante -, mostrou que os idosos precisam de consideração e dignidade. Parabéns Dr. Martinelli, meu querido ex-professor.

Que efetivamente a sociedade assuma o compromisso de amar, zelar e fazer com que todos os direitos das pessoas da terceira idade prevaleçam. Esperamos mesmo que essa situação se torne realidade. Principalmente de muito respeito a eles.
Luciana de Oliveira Silva

A ESCALADA DA INSENSATEZ NA MÍDIA E OS RISCOS À DEMOCRACIA: Fazendo coro ao retrocesso civilizacional ora em curso, até mesmo em algumas nações desenvolvidas e tradicionalmente democráticas, o Brasil vem atravessando um período conturbado e de descrença nos valores democráticos. Com efeito, preconceitos e valores autocráticos como racismo, xenofobia, misoginia, machismo, sectarismo, fundamentalismos religiosos, dogmatismos, exacerbações nacionalistas e intolerância têm alimentado o caldo de cultura em que se assentam as propostas e comportamentos totalitários aqui e alhures.

As chamadas mídias sociais têm sido um poderoso veículo de disseminação do radicalismo insano e da intolerância, sobretudo entre os extremos do espectro ideológico, valores estes predominantes nos regimes totalitários, quer de direita quer de esquerda. Em magnífico artigo publicado pela revista Veja de 26 de setembro, intitulado “Entre a luz e as trevas” (página 53/61), Roberto Pompeu de Toledo refere-se à tese central de dois renomados professores da Universidade Harvard, Steven Levitsky e Daniel Ziblatt, que em sua obra intitulada “Como as Democracias morrem” informam que “cessada a era dos golpes, as democracias hoje morrem pelo voto”, e que governos autoritários legitimados pelo voto, até em países europeus, têm solapado as instituições democráticas, perseguido adversários e amordaçado a imprensa.

Em outro artigo da mesma (“Futuro em risco”), Daniel Ziblatt advoga a tese de que “desde o colapso do comunismo, a maioria das democracias morre nas urnas”, e de que “não caem pelas mãos de generais e sim pelas mãos de presidentes e primeiros-ministros que são eleitos”, o que lhes dá alguma aparência de legitimidade democrática (página 64/65). Os cidadãos não podem agir de forma imprudente. “Devem exigir que seus eleitos atuem com responsabilidade. A democracia está em nossas mãos e sua sobrevivência corre risco”, alerta o autor.
Alcides Ferreira de Castilho


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