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Espaço do Cidadão – 05 de junho de 2018

ESPAÇO DO CIDADÃO | 05/06/2018 | 01:59

COMECEMOS PELA SUÍÇA: Há uma coincidência interessante entre a Copa do Mundo de Futebol de 2018, na Rússia, e a Copa de 1950, disputada no Brasil logo após o hiato da guerra. Coincidentemente, este ano, a seleção brasileira estreia contra a equipe da Suíça, assim como foi na Copa de 1950. Naquela oportunidade, com 13 anos, estudando no Colégio São Luís, na Capital, acompanhei um grupo de colegas ao estádio do Pacaembu. Ocupamos aqueles lugares que hoje são os “laranjinhas”, tendo a entrada monumental à nossa direita e a concha acústica, mais o placar, à esquerda. Imaginem a nossa expectativa de adolescentes! Havia, porém, um problema: muita rivalidade entre cariocas e paulistas. E a nossa seleção, desde o treinador Moreira até o goleiro Barbosa ou o ponteiro Friaça, era quase toda do Rio, com apenas um jogador, o centromédio Bauer, atuando em São Paulo. Tudo bem enquanto já abríamos uma vantagem de dois gols.

Contudo, no segundo tempo, o escrete suíço surpreendeu, chegou ao empate e acabou aplaudido pela torcida, decepcionada com aqueles 2 a 2! Nas partidas posteriores, o Brasil teve sensacionais vitórias no Maracanã, como a goleada sobre a Espanha que arrancou lágrimas de Braguinha, compositor do “Touradas em Madri”. Contudo, a seleção sofreu outros dois tentos, exatamente aqueles do “Maracanazo”: a derrota para o Uruguai por 2 a 1! Inevitável a comparação entre aquele fracasso, de julho de 1950, com outra tragédia futebolística – os 7×1 e a eliminação do Brasil na Copa de 2014 -, além da corrupção e da incompetência dos governos Lula e Dilma! Mas dirá o leitor: “Em 2014, não começamos pela Suíça”! Realmente. Agora, com nova esperança, vamos torcer pela sexta Copa dos Canarinhos, começando pela Suíça!  POR ANTÔNIO LUIZ GOMES – PROFESSOR APOSENTADO

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DEPOIS DO TORNADO: Cinco de junho de 2016, um domingo. Uma noite fria. O Sr. Antonio Simão dormia em sua cama quando, de repente, como um raio, o tornado passou. levou seu telhado, tanque e máquina de lavar. Outras coisas voaram para longe. ferindo-o na cabeça. Ele pensou ser o fim do mundo. Num instante ficou sem abrigo, sem casa, sem nada e quando soubemos e chegamos lá o que impressionou foi a solidariedade de um povo pobre, carente. Tinha pessoas de longe lá ajudando. E foi uma grande mostra de que o amor existe e pessoas boas existem. Um mês depois Sr, Antonio faleceu. A cidade se recuperou e muitos já nem se lembram do fato, mas para mim ele ficará sempre em minha memória, pois o Sr. Antonio era meu irmão. Daqui a alguns dias vão fazer 2 anos que o tornado ocorreu. Que Deus abençoe os que vivenciaram essa triste experiência e a todos os que ajudaram. POR LÁZARA TEIXEIRA


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