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Espaço do Cidadão – 07/11/2018

LEITOR | 07/11/2018 | 04:00

SOBRE O ARTIGO DO DR. MARTINELLI: O artigo do dr. Martinelli no último domingo (4), “Em homenagem a Rui Barbosa amanhã é o Dia Nacional da Cultura”, é um rico e completo texto sobre a vida do grande brasileiro, um exemplo de homem, tanto por sua cultura, como por seu caráter. Parabéns pelo documento histórico que escreveu.
Luciana de Oliveira Silva

O dr.João Carlos José Martinelli, digno representante e atuante com muitos méritos de elevado conhecimentos nas áreas advocatícias e jurídicas também mestre no magistério universitário, homenageia uma das figuras mais brilhantes que o Brasil já teve. Em 5/11/1849 nascia em Salvador, na Bahia, Rui Barbosa, que legou-nos maravilhosos exemplos de desprendimento, patriotismo e amor à Justiça e de firmeza de princípios. Conhecedor profundo da ciência jurídica. Inteligente dotado de extraordinária força de vontade concluiu o curso de Direito na Faculdade do Largo São Francisco na capital de São Paulo.

Cursando o quarto ano combateu abertamente e corajosamente contra a legalidade do cativeiro “Uma brutalidade que está fora de todas as leis”. Com muita sobriedade recusou convite do Visconde de Ouro Preto para o posto de Ministro na campanha governamental no aspecto em pauta para união das províncias, hoje, Estados. Era absoluto defensor das acusações que um deputado baiano levantou contra ele “Creio na moderação e na tolerância, no progresso e na tradição no respeito e na disciplina”. Perseguido pela retidão de princípios foi obrigado a fugir para Buenos Aires e para a Inglaterra, onde escreveu as famosas “Cartas do Extremo Oriente”. Em “As Minhas Conversações” responde ao escritor Afonso Celso as acusações sobre sua pessoa. Lutou grandemente pela liberdade religiosa estabelecendo relações entre o poder eclesiástico e o civil.

Era um exímio jurista constitucionalista, elaborou com refinado texto nossa primeira Carta Magna republicana. Notório valor internacional conquistou Rui Barbosa reconhecimento histórico em 1907, em Haia, na Holanda, durante a Segunda Conferência de Paz, representando o Brasil com extraordinário e brilhantismo talentoso defendendo a “força do direito contra o direito da força” pregando ante a reunião dos representantes das Nações o respeito aos fracos e a igualdade jurídica dos povos. Em todas as épocas e regimes tinha em mente a construção de uma Pátria forte em economia, moral digna e justiça social. Vencedor impávido com têmpera de aço desafiou investidas contra o Direito, a Justiça e a liberdade. Em meio século de apostolado intentou fazer verdadeiro sentido político na definição “afina o espírito humano, educa os povos no conhecimento de si mesmos, autenticidade, coragem e nobreza”. Parabéns!

Adão Antônio Motta


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