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Espaço do Cidadão – 14 de março de 2018

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ESMOLA E ARTE DE RUA: Um dos direitos humanos mais desprezados em nossas grandes cidades é o de “ir e vir”. O cidadão trabalhador – que ousa transitar com seu automóvel enfrentando congestionamentos e intempéries – topa com grupos de militantes teleguiados ou mendigos dirigidos, que lhe embargam a passagem ou emporcalham seus parabrisas, em troca de alguma esmola. Com muitas viagens à capital, passando pela av. Rudge, cruzei a “Cracolândia” dentro desse espectro, que agora tem sido quase eliminado pela prefeitura paulistana. Em Jundiaí, deve-se elogiar a iniciativa do PL 12469, do prefeito Luiz Fernando Machado. Aprovada pela Câmara, a proposta proíbe a presença de pedintes e “artistas” na frente dos veículos, em espaço destinado exclusivamente ao trânsito. Equivocam-se os que falam em “arte de rua” citando, inclusive, exemplos da Europa.

Nos países europeus, músicos e artistas colocam-se dentro de estações, metrôs e nas portas de museus exibindo verdadeira arte. No inverno que passei em Berlim, recentemente, cheguei a colocar alguns euros no chapéu de um trio que tocava maravilhosamente um Vivaldi, próximo à igreja na Nicolaiviertel. Já em São Paulo, em plena avenida Paulista, diante do Conjunto Nacional, dei parabéns a uma garota que soprava Mozart em sua flauta, com extraordinária classe, e exibia um cartaz: “Canadá me espera”. Pedia ajuda para a viagem. Essa é a legítima “arte de rua”, que não perturba nem complica a vida do trabalhador. A atual decisão da prefeitura jundiaiense deve escoimar essa fama injusta de que a cidade é um paraíso para a mendicância: “Aqui todo mundo dá esmola”. Talvez o nosso Polytheama devesse reapresentar uma conhecida peça teatral de Procópio Ferreira, “Deus lhe pague!”, de autoria do Joracy Camargo. Era a biografia de um famoso mendigo desmascarado como astuto milionário.

Por Antônio Luiz Gomes – Academia Jundiaiense de Letras

COLUNA DO GUARACI ALVARENGA
Adorei a coluna do Guaraci Alvarenga publicada na edição de 9/3 do Jornal de Jundiaí. É ser pequeno e alienado demais dar valor à operação do Neymar e não pensar nos reais problemas brasileiros. E nisso a imprensa tem muita culpa, porque vários veículos (incluindo a TV Globo) falaram tanto da cirurgia que chegaram ao extremo do ridículo de fazer entrevista com garotos chutando bola na entrada do hospital, como se lá fosse campo de futebol. Coisa ridícula!

Por Marcos Soares


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