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Espaço do Cidadão – 15/06/2019

ESPAÇO DO CIDADÃO | 15/06/2019 | 04:00

IDEAIS DA T.F.P.BRASIL
Jornal de grande circulação em São Paulo publicou, recentemente, entrevista com Adolpho Lindenberg e D.Bertrand de Orléans e Bragança, sobre a entidade por eles dirigida, denominada Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade, conhecida mais pela sigla T.F.P. Segundo a publicação, “desde 1960 combatia o socialismo e as ameaças do comunismo no Brasil”. Contudo, lembro-me das ideias do Dr. Plínio em seu jornal defensor da monarquia, e das reuniões com o grupo, bem antes dessa data. Fui colega, no Colégio São Luís, de Caio Vidigal Xavier da Silveira, Martim Afonso, irmão do Caio, outros, das famílias Villac e Isnard, pertencentes à Congregação Mariana.

No ano de 1954, Quarto Centenário de São Paulo, a Semana da Pátria registrou um Congresso nacional da Padroeira, em frente ao Museu do Ipiranga. Ali se reuniram milhares de devotos e cantaram o louvor de um Hino à Virgem Santa Aparecida, composto pelo Padre Talarico. Envergando as fitas azuis, caminhamos por várias ruas da cidade, exaltando os princípios acolhidos pelo Doutor Plínio e muitos que já estariam nas raízes da futura Sociedade. Naquela década, o papa não era comunista e multidões seguiam os grupos neomonarquistas ou neo-liberais, nos comícios políticos e panfletagem, partindo do casarão de Higienópolis, ao longo, inclusive, da Revolução de 64.

Deve-se notar que o tríplice objetivo, colimado pela Sociedade T.F.P., permanece, até hoje, essencial e indispensável para uma sociedade justa. Tradição, na base cultural e histórica da sociedade, que tenta guardar seus valores e resgatar o passado, mesmo que museus sejam queimados!… A espiritualidade na sustentação dos valores familiares, dentro de famílias que são bombardeadas pelos preconceitos da ideologia de gênero e por uma sociedade laica que despreza os princípios da educação e das virtudes. A falsa teologia da libertação, que chega a pregar o assalto ao trabalho e à propriedade da terra, dentro das superadas teses marxistas de muitos universitários.

Certamente, o fundador da Sociedade, Dr. Plínio, um monarquista devoto de Nossa Senhora, não teria ambição tamanha, de espalhar, a todos, tantos valores representados pelas iniciais T.F.P., ou seja, Tradição, Família e Propriedade. Contudo, deve-se entender que a proposta embasa uma visão cristã e democrática da Sociedade, para a qual teriam que se dedicar todos os setores administrativos, econômicos e sociais da atividade política brasileira. No título da matéria a que me referi, no início da crônica, o jornal estampou: “Tradição, Família e Bolsonaro”. Substituir o “P” de Propriedade pelo “B”, resultando na sigla “T.F.B.”, só faz sentido se interpretarmos esse “B” como “BOM”! Ou, talvez, do Brasil!…
Antônio Luiz Gomes


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