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Espaço do Cidadão – 15/06/2018

LEITOR - redacao@jj.com.br | 15/06/2018 | 04:00

TECNOLOGIAS AUTOMOTIVAS QUE MELHORAM A EFICIÊNCIA ENERGÉTICA
A indústria automobilística tem investido em tecnologias ambientais de baixo carbono para reduzir as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE). Países emergentes, como o Brasil, usualmente recebem tecnologias automotivas de mercados desenvolvidos, como as inovações em tecnologias ambientais para reduzir emissões de GEE. Os programas para economia de combustível e redução destas emissões estão em vigor há algumas décadas em diversos países e as fases atuais desses programas estabelecem metas mais restritivas.

Em 2013, iniciou-se o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores, o INOVAR-AUTO. Entre as metas estabelecidas estava a melhoria da eficiência energética dos veículos até 2017. Para transmitir estas informações ao público, o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) classificou a eficiência energética de cada modelo de veículo comercializado no Brasil de A até E. Essa classificação reflete a emissão de CO2 e o consumo de combustível. O PBEV disponibiliza essas informações em aplicativo de celular, dinamizando o acesso aos dados para os consumidores e permitindo a comparação rápida entre modelos.

Uma pesquisa realizada na FEI/SP analisou o efeito desta regulamentação na frota nacional para identificar a difusão de novas tecnologias ambientais em veículos leves, conforme a classificação de eficiência energética (PBEV). O melhor desempenho energético dos motores foi atingido em função da difusão de tecnologias conhecidas, tais como o comando de válvulas variável (VVT) e turbo compressor, nos veículos nacionais.
Além destas tecnologias, há outras novas, para o mercado brasileiro, como a redução dos motores para três cilindros (“downsizing”) e a injeção direta, atualmente em processo de difusão no Brasil. Além disso, a ampla influência no consumo é o peso do veículo, o que favorece os veículos menores e mais leves na redução do consumo de combustível.

Analisando os veículos 2017 do PBEV, as tecnologias que apresentaram maior proporção com classificação A foram: a injeção direta, com 56,8% dos veículos, o turbo, com 63,9%, o VVT, com 72%, e os motores 3 cilindros com 100%. Estes modelos têm nota A na classificação por categoria de veículo, mas na escala absoluta do PBEV o quadro é bem diferente. Na escala absoluta as notas A se limitam a 9,7%, 13,3%, 27% e 92,3%, respectivamente.

Orlando Salvo Júnior (mestrando em Administração da FEI) e Maria Tereza Saraiva de Souza (professora da FEI/SP)


Link original: https://www.jj.com.br/opiniao/espaco-do-cidadao-15062018/
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