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Espaço do Cidadão – 18 de março de 2018

LEITOR - opiniao@jj.com.br | 17/03/2018 | 20:00

O EFEITO DA NOVA DIREITA NO BRASIL: Ainda me lembro das primeiras aulas de Direito Penal na faculdade, em que se falava muito sobre o Estado como ente legitimador em relação aos que cometiam atos delituosos que, se condenados, cumpririam pena para que fossem “reeducados”. Referia-se, então, aos presos como “reeducandos”, que vem do verbo reeducar, ou seja, tentar educar novamente alguém que se perdeu diante dos valores previstos em lei, que na realidade legal significa conter o mínimo de moral e conduta que deve ter um cidadão. Muitos se mostram indignados com a estrondosa subida da direita nos países do Ocidente, pelos mais variados motivos. É sempre bom lembrar que o “Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães” tinha como inspiração o modelo comunista soviético. A meta em si era o coletivismo, o livre pensar foi abolido. Para empreender era preciso seguir os ditames do Estado. Foram então criadas as SA, milícias paramilitares que tinham a função de sufocar qualquer oposição. Portanto, isso denota pura mentalidade esquerdista. Prova disso é a cartilha esquerdista agindo hoje na tirania de esquerda da Venezuela, com sua SA, uma vez que cidadãos são executados por milícias similares. A grande confusão que ocorre ao se afirmar que o nazismo era de direita se deve ao fato de a Alemanha ter entrado em guerra com a URSS, o que fez com que, após a 2ª Guerra, a esquerda marotamente tentasse se distanciar do nazismo e antagonizá-lo. Na verdade, ambos perseguiam judeus e minorias e tinham campos de concentração e os gulags (campos de trabalhos forçados). O nazismo é “irmão siamês” do comunismo.

O Brasil, na sua história, nunca teve um partido conservador. Todos que estavam e agora estão aí foram criados por ex-comunistas, o que na base ideológica sempre coloca o coletivismo, a consternação com os “oprimidos”, o assistencialismo e o Estado como provedor, o que culminou com uma Constituição de 1988 esquerdista, que paralisou o país e o transformou, pela base ideológica esquerdista de todos os partidos existentes neste país inviável, em que o crime e o discurso socialista se uniram para atingirmos o caos. Ouço de pessoas humildes que “o Brasil precisa começar do zero, ser construído de novo”. Isso já coloca um partido ou candidato que prega a ordem, a militarização ideológico-social, uma legislação enérgica, uma moral social no centro do imaginário popular. Eu, particularmente, diria as palavras do texto penal, da época da faculdade, fazendo uma analogia: “O Brasil precisa ser preso, tornar-se um reeducando, para que possamos construir uma sociedade ética, justa, com jovens dotados de princípios morais, patriotas, varrendo todos os corruptos”. Enfim, alguém que nos salve deste caos. Temos saída?

Fernando Rizzolo – advogado e jornalista


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