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Espaço do Cidadão – 19/10/2018

LEITOR | 19/10/2018 | 04:00

COLUNA CHUTANDO O BALDE: Heitor Freddo marcou um golaço de letra em sua coluna de domingo, dia 14. Sua excelente narrativa sobre o futebol de hoje mostra os motivos que fizeram a tristeza tomar conta de um dos assuntos que nos faziam rir e confraternizar com os amigos nos dias seguintes aos jogos, ainda que fôssemos de torcidas adversárias. Hoje as torcidas são inimigas. E também tornam-se inimigos os que votam em candidatos adversários. O ódio tomou conta. Já foi o tempo em que éramos vistos como um povo acolhedor, alegre e vivendo num país tropical abençoado por Deus. Nossa sociedade mudou pra pior, lamentavelmente.
Silvério Falasco – professor

XÔ, MUTANTE DE ARAQUE!: No primeiro turno da eleição, por imposição do chefe celerado, que visitava semanalmente, Haddad vestiu vermelho, pregou a libertação do prisioneiro-mor, criticou a liberação de armas para o cidadão de bem e defendeu a tese da alteração constitucional e do controle da mídia, tentando instituir o projeto do condenado Zé Dirceu para a tomada do poder a qualquer custo. Ele era o Lula!

No segundo turno, por determinação do amo celerado, que está impedido de visitar, passou a usar verde e amarelo (despiu a camiseta do Lula livre), passou a defender o acesso a armas e disse que não pretende alterar a Constituição e que a imprensa é livre, anunciando o propósito de firmar aliança com o setor “democrático”. Agora, quer parecer Bolsonaro! Que firmeza de vontade! Que índole! Que personalidade! Que belo caráter…
Ulisses Nutti Moreira – advogado

FARINHA DO MESMO SACO: Lendo as manifestações pelas redes sociais dos partidários de Jair Bolsonaro e de Fernando Haddad, chego à conclusão que os simpatizantes da dupla, assim como os postulantes ao cargo de presidente da República, são farinha do mesmo saco. Nos dois lados, se defende menos o seu candidato e se ataca mais o do rival. É pior do que torcedor falando na véspera de um Fla-Flu ou de um Corinthians x Palmeiras. Bolsonaro e Haddad têm posturas incoerentes e que “queimam o filme” na hora de um indeciso digitar o número na urna eletrônica.

Enquanto Bolsonaro é um extremista de direita e fala bobagem aos borbotões, Haddad é xiita de esquerda e esconde o passado enlameado pela corrupção do PT e de seu “guru-presidiário”, Lula. Moral da história: eu, que não votei em nenhum dos dois, acho que o Brasil está perdido, ferrado e mal pago! Um futuro nebuloso nos espera.
Jorge Gomes


Link original: https://www.jj.com.br/opiniao/espaco-do-cidadao-19102018/
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