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Espaço do Cidadão – 19/12/2018

LEITOR | 19/12/2018 | 04:00

SOBRE COMETAS:

Estes astros durante muito tempo na história da humanidade foram vistos com medo, admiração e até mesmo como prenúncio de catástrofes ou nascimento de príncipes. Com o tempo, os estudos astronômicos revelaram conhecimentos importantes sobre seus movimentos, características, composição e até estudos com sondas como a missão Rosetta que pousou no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko em 2014. Tais objetos nos ajudam a entender melhor a origem do nosso Sistema Solar.Uma das conquistas mais notáveis foi o estudo de Edmund Halley que aplicou as leis do movimento de Newton e estudou as órbitas de cometas em suas passagens anteriores e previu a volta do cometa que levou o seu nome, uma vitória da mecânica celeste. Mas os cometas não são tão raros. A cada ano, os astrônomos observam cerca de 15 cometas. A maioria possui uma tênue cabeleira, que só pode ser vista com instrumentos astronômicos.
Mesmo sendo uma pequena mancha e sem uma cauda notável como tiveram muitos outros, o cometa se desloca no céu por entre as estrelas e nos dá lições de que o seu movimento é previsível, mas algo diferente do que se vê ao longo das noites para observadores atentos.Com o uso de mapas celestes, identificando estrelas de referência e suas constelações, a trajetória do cometa pode ser notada e registrada como um exercício para professores, estudantes e interessados.
E se observarmos o céu com as crianças, isto nos faz lembrar aquela música gravada pela Turma do Balão Mágico: – Pegar carona nessa cauda de cometa. Ver a Via Láctea estrada tão bonita. Brincar de esconde esconde numa nebulosa. Voltar pra casa nosso lindo balão azul.

Prof. Paulo Sergio Bretones


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