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Espaço do Cidadão 20/04/2018

LEITOR | 20/04/2018 | 03:00

GESTÃO DE TALENTOS HUMANOS
Cada organização deve desenvolver uma política de gestão voltada às suas necessidades e interesses, que englobe critérios de diagnóstico, preparação e reciclagem de sua força de trabalho a médio e longo prazo, visando a contínua aplicação e realização do potencial de seu capital humano, com a criação e o desenvolvimento de condições capazes de garantir sua saúde e excelência organizacional.

Tanto as organizações quanto os profissionais devem constantemente desenvolver novas competências, pois o ritmo e a complexidade das mudanças se tornaram quase esmagadores, embaçando os limites aceitos de tempo, espaço e idioma; setores e segmentos de mercado; setor público, privado e social. Para tanto, devem estabelecer alianças para compartilhar conhecimento, desmantelando burocracias e abandonando métodos ultrapassados e com resultados pouco eficazes.

Uma parte interessante é que só a competência não resolve o problema do capital humano. Ele também necessita ter habilidades, isto é, desenvolver seu lado comportamental. Alguns autores falam de inteligências múltiplas e outros de inteligências neurolinguísticas. No fundo, temos que perceber que quanto mais galgamos posições nas organizações nos tornamos mais comportamentais e dependemos menos das qualificações técnicas.

Para isso, temos como um fator importante também as atitudes. Falar de ética num país cujos governantes não são éticos é de difícil compreensão.Como professor de alunos de graduação e pós em diversas faculdades, quando o professor começar a falar de ética na sala, os comentários são sempre jocosos e o não entendimento do porquê estão vendo algo que não se aplica! A competência organizacional da gestão de capital humano não está mais baseada apenas em princípios de prosperidade, estabilidade e poder.

A diversidade pode ser explicada em empresas como o BankBoston, que ao contratar novos funcionários faz questão que os mesmos sejam de escolas, ambientes e raças diferentes, para que possam haver diferenças de opiniões e, nessas diferenças, encontrar o contraditório.

Na gestão dos talentos, o profissional deve ter a consciência de que possui papéis distintos diversos, porém relacionados, sendo capaz de estabelecer propósito e direção mediante sua liderança.

Deve escolher estratégias diversificadas, com focos claros e específicos, que possam trazer resultados positivos; desenvolver capacidades múltiplas, orquestrando os recursos para a sobrevivência e o crescimento organizacional, através do gerenciamento das redes de relações internas e externas, onde as pessoas sejam respeitadas em sua singularidade e as equipes em sua diversidade. <CJ2><CF541>

Robson Paniago – Administrador e poeta


Link original: https://www.jj.com.br/opiniao/espaco-do-cidadao-20042018/
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