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Espaço do Cidadão – 21/03

LEITOR - redacao@jj.com.br | 21/03/2018 | 04:04

AS DEFENSAS DA AV. 9 DE JULHO: Atenção, Prefeitura. Aviso ao setor responsável pela manutenção das defensas instaladas na av. 9 de Julho. Se alguém ainda não sabe ou notou, essas defensas estão danificadas em diversos pontos da via há aproximadamente 4 ou 5 meses. Quem deve controlar e providenciar esses reparos não anda pela cidade?
Essa avenida, que já foi denominada cartão postal da cidade, está necessitando de manutenções diversas já há algum tempo.
Nelson Tartari

Resposta da Prefeitura de Jundiaí: A Unidade de Gestão de Mobilidade e Transporte (UGMT) informa que uma equipe do Departamento de Trânsito vistoriou a avenida Nove de Julho na última sexta-feira (16) e constatou a necessidade de reparos em determinados pontos da defensa. A execução dos reparos entrou no cronograma de serviços da UGMT.

CRUDIVORISMO E ‘COLETORES’
O livro “Pegando fogo – por que cozinhar nos tornou humanos”, de Richard Wrangham, explica o grande passo evolutivo de nossa espécie (Homo sapiens) quando dominamos o fogo e começamos a assar/cozinhar os alimentos. O aproveitamento é tão maior do que o de alimentos crus que essa fartura nutricional permitiu o aumento de nosso cérebro, um órgão que gasta muita energia. O cérebro maior nos permitiu progressos sociais, intelectuais e científicos antes inimagináveis. Vegetais crus de fato têm mais vitaminas. Ser mais fibrosos e difíceis de digerir tornou-se uma qualidade, nesta sociedade cheia de sedentários e obesos.
Mas não nos esqueçamos que a espécie humana é omnívora (evoluiu para aproveitar alimentos variados) e que carne é um excelente alimento. Também estranhei na reportagem sobre crudivorismo (18/3) o percentual sugerido de 30% de gorduras, um conhecido vilão cardiovascular. Lembro ainda a questão ética de casais submeterem os filhos a restrições alimentares potencialmente danosas, baseados em crenças nutricionais sem fundamentação científica.
Na mesma edição do JJ, usuárias do coletor de sangue menstrual fazem todo um raciocínio filosófico em torno do assunto. Como bióloga, acho que poderia ser mais simples: não há porque ter nojo de algo saudável que saiu de nós mesmas; sangue, um material orgânico úmido, a 36ºC, tem cheiro não por causas obscuras e indiretas, mas porque está se decompondo; e um absorvente, assim como uma fralda descartável, não é um lixo tão indestrutível: tem um pouco de plástico, mas é principalmente material fibroso absorvente e gel – e, claro, o que o bebê produziu!
Silvia C. R. de Vasconcellos – bióloga


Link original: https://www.jj.com.br/opiniao/espaco-do-cidadao-2103-2/
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