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Espaço do Cidadão 21/04/2018

LEITOR | 21/04/2018 | 03:00

TRIBUTO A MADURO
O furibundo deputado Wadih Damous, ao criticar o posicionamento do ministro do STF, Luís Roberto Barroso, que defende com ardor a punição dos políticos corruptos, sem querer confessou seu desencanto e dos “cumpanheiros”, a respeito das nomeações dos ministros do STF pelo governo petista. Com efeito, disse o nobre deputado, talvez traído pelo inconsciente: “Não foi pra isso que essa turma foi colocada lá”!

Portanto, disse nas entrelinhas que lá foram colocados para agirem como o fez Lewandowski, que no julgamento do impedimento da culta sra. Dilma dilacerou o parágrafo único do artigo 52 da Constituição Federal, eliminando a parte final do texto que determina categoricamente que a condenação implicará na “perda do cargo com inabilitação por oito anos para o exercício da função pública”.

Acertou o PT ao nomear o sr. Toffoli (que era advogado de José Dirceu e que foi reprovado em dois concursos para ingresso na magistratura estadual). Contudo, no que diz respeito aos doutores Ayres Brito, Peluzo, Joaquim Barbosa, Fux, Rosa Weber, Teori, Fachim e Carmem Lúcia, “os tiros saíram pela culatra”. O fanatismo dos que cultuam o entidade-ideia é tão alarmante, que o nobre deputado – que já presidiu a OAB?! – prega o engajamento dos ministros à causa, caso contrário o Supremo deve ser fechado.
E viva a democracia dos bolivarianos!

Ulisses Nutti Moreira – advogado

NÃO PASSARÃO!
Na Espanha, nos anos 30 do século 20, travou-se uma batalha entre as forças políticas que defendiam a democracia – os republicanos – e uma oposição fascista liderada pelo militar Francisco Franco, que ao vencê-los militarmente, apoiados pelo nazifascismo ítalo-germânico, abriu as portas do inferno no que foi a 2ª Guerra Mundial.

Rio de Janeiro, final da segunda década do século 21. Sob uma intervenção federal-militar, gesto midiático desesperado de um governo federal que é o mais impopular das democracias do planeta, com a intenção de tentar conter a crise aguda das instituições, simbolizada pelo caos na produção de segurança pública, é assassinada a aguerrida militante dos Direitos Humanos, relatora do acompanhamento da Intervenção, vereadora da cidade do Rio, Marielle Franco.

Eleita pelo PSOL, foi alvejada com três tiros na cabeça. Com Marielle, também morreu o motorista Anderson Pedro Gomes. Os criminosos fugiram sem levar nada.

Que cada vez mais a vida humana seja motivo de nossa luta. E as mortes de Marielle e de Anderson possam ter o condão de Renascimento do Rio de Janeiro e do Brasil. Não passarão!

Newton de Oliveira – professor


Link original: https://www.jj.com.br/opiniao/espaco-do-cidadao-21042018/
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