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Espaço do Cidadão – 22 de fevereiro

LEITOR | 22/02/2018 | 05:00

A PREFEITURA RESPONDE?
O artigo de 20/2 “Sua cidade ouve você?” me desperta outra pergunta: quando ouve, ela responde? Jundiaí tem seu e-156, mas a resposta-padrão “seu pedido foi aceito” é imprecisa, porque significa apenas que o pedido não foi rejeitado de imediato e está sendo encaminhado ao setor responsável.

Então vem a demora de semanas ou meses até alguma atitude da Prefeitura. Muitas vezes só o silêncio ou uma rejeição padronizada e impessoal que nos lembra aqueles SACs em que um atendente mal preparado tenta achar numa relação a resposta pronta para cada queixa.

A publicação no JJ de uma seção “Jundiaí Reclama”, semelhante à da Grande Imprensa da Capital, despertaria grande procura e interesse. O Espaço do Cidadão ficaria para outros temas. Penso especialmente no trânsito, em que cada cidadão conhece melhor seu bairro e seus trajetos. A publicação motivaria a prefeitura a atender com mais simpatia e presteza, em que pese os governos municipais sempre se queixarem de verba insuficiente.
Silvia C. R. de Vasconcellos – bióloga

SEGURANÇA, A BALA DE PRATA DE TEMER
Passado o impacto do anúncio da intervenção na segurança pública do Rio de Janeiro, surgem as dúvidas e preocupações. A maior delas está no destino da Polícia Federal. Executora de grandes ações de combate à corrupção, que tendem a mudar a cara do país, a instituição precisa continuar e, se possível, ampliar a sua independência e força operacional. Sua transferência do Ministério do Justiça para o anunciado Ministério Extraordinário da Segurança Pública não pode resultar em tutela de suas ações e muito menos na sua exposição a injunções nesse momento em que muitos dos seus investigados – inclusive o próprio presidente da República – fazem parte do mundo político.

A PF só conseguirá prosseguir prestando bons serviços ao país se, respeitadas suas especificidades, puder gozar de independência operacional semelhante à do Ministério Público. Dessa forma, a única coisa que o governo pode (e deve) fazer é dotá-la de recursos para atender suas necessidades operacionais. Sabe-se, por exemplo, que faltam 678 delegados em seus quadros. É preciso admiti-los, assim como agentes e pessoal de apoio para garantir sua atividade.

O presidente Michel Temer tem o dever de escolher para ministro da Segurança Pública alguém afeito à área e acima de qualquer suspeita. Acertar a segurança pública pode ser a chamada bala de prata do atual governo. Vamos torcer para que não seja atirada na direção errada.
Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves


Link original: https://www.jj.com.br/opiniao/espaco-do-cidadao-22-de-fevereiro/
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