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Espaço do Cidadão – 22/08/2018

LEITOR | 22/08/2018 | 04:50

ESCLARECIMENTO: A Unidade de Gestão de Esporte e Lazer (UGEL) esclarece que a pessoa citada na reportagem publicada nesta terça-feira (21) – cujo título é “Professor pega 9 anos de cadeia por estupro de vulnerável” – não tem, nesta gestão, qualquer relação com a Prefeitura de Jundiaí. A UGEL ainda afirma que o citado não tem formação como professor nem atua como voluntário no CECE Aramis Polli. O acusado é morador no bairro onde o complexo está situado.
Assessoria de imprensa da Prefeitura de Jundiaí

A REVOLTA DE PACARAIMA: O confronto do final de semana em Pacaraima, na divisa do Brasil com a Venezuela, nada mais é que o resultado da crônica de uma revolta anunciada. Venezuelanos em fuga da brutal crise que assola seu país acabam por assaltar um comerciante da cidade fronteiriça e constituem a fagulha que faltava para a explosão da intolerância, incentivada entre outras coisas pela disputa política local.

Os governos federal, estadual e municipais têm o dever de se coordenarem para enfrentar o problema de forma eficaz. Não pode Brasília ignorar os reclamos vindos diretamente da zona de conflito e nem os presentes ao teatro das operações exigirem mais do que lhes é cabível e possível. O entendimento é fundamental, acima de quaisquer diferenças de ordem política ou ideológica. Há que se pensar nos seres humanos – tanto venezuelanos quanto brasileiros – atingidos diretamente pelo problema fronteiriço, e nada mais.

O governo brasileiro opta pela neutralidade em relação ao venezuelano e até com ele mantém negócios – impressão de dinheiro da Venezuela pela Casa da Moeda brasileira, abastecimento de Roraima com eletricidade venezuelana etc -, limitando sua atuação política a barrar a Venezuela no Mercosul.

Os governos estadual e municipais de Roraima, que vivem de perto o problema dos refugiados, ressentem-se da ausência federal e querem mais recursos tanto financeiros quanto materiais. Temos de compreender que, ao atravessar a fronteira, o cidadão venezuelano pobre vem ao Brasil buscar socorro para a sua miséria imediatíssima. Talvez nem pretenda fazer vida em território brasileiro, mas assim que puder retornar ao seu país, família e cultura.

O programa de “interiorização”, que os espalha pelo território brasileiro, é duvidoso, principalmente se levar em consideração a existência de 13 milhões de brasileiros desempregados. O Brasil, por sua diplomacia, tem o dever de atuar para que aquelas nações resolvam suas crises e possam repatriar dignamente seus cidadãos. Até porque, da forma que hoje ocorre a imigração venezuelana, aqueles homens e mulheres correm o sério risco de deixar de serem os miseráveis flagelados de lá para o serem aqui.
Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves


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