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Espaço do Cidadão – 23/07/2019

ESPAÇO DO CIDADÃO | 24/07/2019 | 04:00

ECONOMIA DE COMUNHÃO

Economia de Comunhão (EdC) é um movimento iniciado por Chiara Lubich (fundadora do Movimento dos Focolares), em 1991, na cidade de São Paulo. O projeto visa unir esforços de empresários, gestores, investidores, pessoas das mais diversas áreas com foco social e pesquisadores acadêmicos, a fim de disseminar o pensamento e a cultura da Economia de Comunhão. A EdC é caracterizada especialmente pelo serviço, pela reciprocidade e até gratuidade em busca de um sistema econômico mais cristão, solidário e menos voltado ao lucro.

Atualmente, como disse diversas vezes o Papa Francisco, o mundo tem servido ao dinheiro, que acaba por governar interesses, além de causar guerras e conflitos com causas desastrosas. A busca do lucro pelo lucro tem feito muitas pessoas escravas ou consumistas, por meio da compra compulsiva, nociva, em primeiro lugar, à própria pessoa. São gastos com coisas luxuosas, supérfluas e desnecessárias, enquanto muitos precisam de ajuda e amparo.

Por outro lado, a Economia de Comunhão busca promover a iniciativa privada, o empreendedorismo, de forma a ser uma alavanca para retirar pessoas da vulnerabilidade social. O lucro das empresas e organizações ou o superávit das entidades sem fins lucrativos, pode ser uma poderosa força para remover pessoas do desemprego e combater a desigualdade social. Ao se dar um emprego, uma função, um trabalho digno, dá-se, também, dignidade e valor à pessoa, que pode desfrutar dos resultados do próprio trabalho. Libertar-se da miséria social e, ao mesmo tempo, espiritual, uma vez que, os empreendimentos dessa Economia buscam unir as duas coisas.

Os empresários são peças chaves na EdC, pois possuem em suas mãos, de forma livre e espontânea, a ferramenta para dar o primeiro passo e partilhar do fruto de seus esforços com seus colaboradores. O crescimento das empresas é fundamental para o crescimento dos países, para melhoria da qualidade de vida das famílias, das organizações e cooperações entre empresários, bem como as cooperativas de indivíduos unidos a um único objetivo, pode ser a mola de propulsão para uma nova cultura de comunhão, de inclusão.

É notório que se trata de uma tarefa desafiadora, combater o egoísmo e a busca da riqueza como única fonte de felicidade, cultura amplamente disseminada para os jovens. No entanto, é preciso fazer algo! Chiara Lubich deu o primeiro passo, ofereceu um caminho novo e, hoje, milhares de pessoas já foram impactadas pelo movimento.

Os Polos de Economia de Comunhão existem para a cultura da assistência e da produção compartilhada e têm crescido no debate acadêmico em diversos países. Os Polos produtivos podem ser visitados em São Paulo e Portugal.

Bruno Cunha


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