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Espaço do Cidadão – 23/11/2018

LEITOR | 23/11/2018 | 04:00

ESMOLER X CIDADÃO: Em conta da notícia sobre a extinção do “negócio” realizado pelo governo da “Presidenta Dilma” com a ditadura dos Castro, rotulado de “Mais Médicos”, algumas pessoas, inclusive bem preparadas, estão se manifestando contra a posição adotada pelo Presidente eleito, que serviu de mote para o rompimento do “acordo” por parte dos cubanos. Boa parte dos contestantes restringiram-se a analisar o tema sob o demagógico enfoque de que haverá prejuízo para os pobres brasileiros. Para argumentar, admita-se a hipótese de um opulento grupo financeiro internacional firmar contrato com o governo brasileiro para prestar serviços médicos recebendo R$ 12.000,00 mensais por profissional indicado para o exercício das tarefas, pagando-lhes R$ 3 mil por mês lucrando 75%.

Os organismos jurídicos de defesa do Estado (Advocacia-Geral da União – AGU, Ministério Público do Trabalho – MPT, Procuradoria-Geral da República – PGR, Defensoria Pública) aceitariam placidamente a situação? Ou acionariam o judiciário, que, com certeza absoluta, iria decretar a nulidade da avença posta em tela, similar ao programa que está findando. Outro aspecto relevante da questão, via de regra omitido pelos críticos do momento, diz respeito ao fato da liberação do exercício da medicina sem o crivo do Revalida, o que torna impossível auferir a real capacidade do médico formado fora do Brasil. De passagem, destaca-se que o senhor Ciro Gomes, figura eminente da esquerda brasileira, defensora do pacto em comento, está tratando a sua doença no Sírio Libanês. Sem contar que a ditadura cubana lucrava em torno de 300 milhões de dólares ao ano, com o tal “negócio”.

Quem tem memória há de se recordar do teor das reportagens investigativas que comprovaram a grandeza da riqueza amealhada pelo clã cubano, permitindo ao comandante Fidel possuir uma ilha e desfrutar dos prazeres ofertados pela natureza; também da mordomia de um de seus filhos embarcado em luxuoso iate acompanhado por inúmeras garotas alegres. Cremos que o Brasil voltará a ser soberano e que a política clientelista do “bolsa família” e do “mais médicos”, sob o ardiloso argumento de amparar os pobres está chegando ao fim, pois será transformada e evoluirá, de modo a dar auxílio aos desprovidos, porém, e especialmente, ensejando-lhes a possibilidade de alcançar condições de auferir meios para sustentar dignamente a família com o produto do trabalho, tornando-os verdadeiros cidadãos, pois a esmola serve apenas de incentivo à acomodação, ao ócio e ao cabresto.

Ulisses Nutti Moreira, advogado em Jundiaí (e-mail: ulissesnutti@uol.com.br)


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