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Espaço do Cidadão – 25/08/2018

LEITOR | 25/08/2018 | 04:50

SUICÍDIO DO DITADOR: Duas efemérides marcam o final de agosto e não devem ser esquecidas: o “Dia do Soldado”, em 25 de agosto (no nascimento de Luiz Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias), e o trágico suicídio de Getúlio Dorneles Vargas na manhã de 24 de agosto de 1954.

Nessa data, eu me encontrava com os colegas do curso Clássico do Colégio São Luis, na avenida Paulista. Quase todos trazíamos na lapela um “R”, que pedia a renúncia do então presidente e antigo ditador. Getúlio havia tomado o poder em 1930, depondo o republicano Washington Luiz Pereira de Souza. Endossando a força do tenentismo, Vargas adotou um estilo autoritário, enfrentando já em 32 a heroica revolução constitucionalista nascida em São Paulo.

Getúlio também foi um ditador favorável ao nazismo, tendo Felinto Muller como chefe de segurança e, inclusive, determinando a entrega da esposa de Luiz Carlos Prestes, Olga Benário, aos carrascos de um dos campos de concentração de Hitler. Deposto em 1945, o ex-presidente permaneceu no Senado e foi eleito para a presidência, em 1950, iniciando governo populista que se envolveu num incrível “mar de lama” de corrupção. Nesse sentido, pode ser comparado com Lula!

A crise chegou ao ponto máximo naquele agosto. No dia 5, a guarda pessoal de Getúlio, comandada por Gregório Fortunato, atirou contra deputados das UDN na rua Tonelero, no Rio, matando o major Rubens Vaz e ferindo o eloquente tribuno Carlos Lacerda.

Dez dias depois, Lacerda chegava a São Paulo. Nós o vimos e ouvimos, com o pé engessado, conclamando pela renúncia do tirano. Na madrugada do dia 24, consumava-se o tiro fatal. E pouco depois já se contava com malícia humorística: Vargas teria chegado ao inferno e os diabinhos todos estavam ostentando um “R”. Ele teria dito: “Também vocês querem minha renúncia”? “Não”, respondeu Belzebu. “Queremos que… Ressuscite”!
Antônio Luiz Gomes

MATÉRIA DE POLÍTICA DE 23/8: Excepcional a matéria publicada nesta quinta-feira (23), e assinada pelo jornalista Carlos Santiago, sobre os candidatos à presidência da República e suas situações nas pesquisas de intenção de votos. O personagem ouvido pelo repórter, o cientista político Paulo Silvino, foi muito feliz nas análises, com direito a frases ótimas. Concordo em gênero, número e grau com Silvino. A grande verdade é que o povo brasileiro está “na roça” nesta eleição. Votar em quem?
Jorge Martins


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