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Espaço do Cidadão – 27/03/2019

ESPAÇO DO CIDADÃO | 27/03/2019 | 04:00

SOBRE O ARTIGO “A MULHER NO TERCEIRO SETOR”
Faustino Vicente, parabéns pelo seu artigo “A mulher no terceiro setor”, publicado no JJ do dia 26/03/19. É mais um, entre vários outros, que o senhor valoriza a atuação das mulheres em todos os segmentos da atividade humana. Destaco, deste recente artigo, o seguinte: – “a mulher… é a pedra angular da maioria das entidades de obras sociais…”; – “o voluntário é o protagonista do terceiro setor, pela sua nobreza em partilhar o precioso tesouro…de doar a única “matéria-prima” que não tem reposição, o tempo”. – Pra você Mulher, de múltiplas atividades, eu “tiro o meu chapéu”. Faustino, nós mulheres é que tiramos o chapéu para você. Obrigada pelas palavras elogiosas e de respeito às mulheres.
Nailor Trevisan Gropelo

REVOLUÇÕES DO LACERDA
Carlos Frederico Werneck de Lacerda é considerado um dos maiores tribunos do Brasil, famoso por sua eloquência e atividade política. Uma antiga notícia dele encontra-se no livro “Europa-1935”, relato de viagem do jovem estudante brasileiro, cuja capa tem a Igreja do Kaiser Wilhelm, em Berlim, e suas torres, antes de terem sido bombardeadas pelos soviéticos, e até hoje mantidas como memorial da guerra(“Gedaechtnis Kirche”). Deputado da UDN, Lacerda se destacou pela retórica que arrasava adversários. Debate com Eloy Dutra, do PTB, político getulista. Dutra discursava, argumentando: “A cada três palavras que aqui digo, morre uma criança no mundo!” E Lacerda aparteou: “Então V.Exa. deve calar-se imediatamente!” Conheci pessoalmente essa corajosa figura de parlamentar, vítima de atentado por parte dos capangas de Vargas, que mataram o Major Rubens Vaz e o feriram em 5 de agosto de 1954, numa rua de Copacabana. Com o pé engessado, em 14 de agosto, Lacerda visitou São Paulo e discursou no salão do Colégio São Luiz, onde eu cursava o 3º.Clássico. Empolgou os estudantes com a revolta contra o presidente, cuja renúncia postulava! Formamos o bloco do “R”!… Dez anos depois, Carlos Lacerda governava a Guanabara, quando o general Mourão iniciou a marcha contra Jango, um titubeante defensor das teses comunistas. Eu me encontrava no Sul, acompanhando pelo rádio, por exemplo, a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, na qual atuavam mulheres como Da. Maricy Trussardi, mãe de um ex-aluno meu, Moacyr. A Revolução de 31 de março, que agora completa 55 anos, tinha o decidido apoio de Lacerda. Ele enfrentava, na Guanabara, os ataques dos pretensos “vermelhos”. Bradou ao líder grevista dos marinheiros, Cândido Aragão: “Aragão, tente invadir este palácio. Eu te mato com o meu revólver!”… Esse era o grande Lacerda. Dele esperamos que os descendentes publiquem novas revelações numa prometida e futura biografia. Além daquela já conhecida “República das Abelhas”!
Antônio Luiz Gomes


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