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Espaço do Cidadão – 28/11/2018

LEITOR | 28/11/2018 | 04:00

ESCOLA COM FAMÍLIA: Tive minha atenção desperta pela manchete, à página 3 deste Jornal de Jundiaí, na edição do último sábado, 24 de novembro: “Novo Ministro da Educação defende valores tradicionais”. Fiquei curioso por saber se ele teve uma formação jesuítica. Seus estudos filosóficos e teológicos, na Colômbia, transcorreram em Institutos como o “Javeriano”, certamente inspirados na figura de Francisco Xavier, um dos santos fundadores da Ordem inaciana. Fui padre jesuíta por onze anos, conhecendo e vivendo a espiritualidade de Loyola, como também, certamente, o jesuíta Papa Francisco. Obediência, disciplina e fidelidade constituem pontos básicos do comportamento inaciano. Por exemplo, uma de suas Regras Comuns estipula que o religioso atenda ao sinal, imediatamente, deixando, inclusive, a “letra começada”. Esse feitio pedagógico se encontrou na maior parte das escolas dirigidas por religiosos, e vimos a experiência de salesianos, maristas e tantos outros, nas quais a família encontrava respostas e apoio para os problemas de seus filhos, crianças, adolescentes. Fui aluno e professor no Colégio São Luís, da Capital. Essas escolas, particulares ou públicas, encaminhavam seus formandos para os melhores cursos universitários. Mais conhecidos de Jundiaí, posso citar o Caetano de Campos, o Culto à Ciência, de Campinas, e evidentemente o Instituto de Educação Experimental, nosso vanguardeiro no século 20. As polêmicas da questão “Escola sem Partido” trazem a necessidade de boa formação dos mestres, com princípios educacionais que não sejam escravos de Chauí, Freire, Anísio ou Dewey. Mas alimentem suas pesquisas com uma história do Brasil e do mundo isenta do populismo ou demagogia esquerdista. A problemática não deve levar a reprimir docentes, colocá-los em xeque ou criar formas de espionagem. Lembro que, nos anos 70, lecionei OSPB para classes onde alguns tinham a função de “alcaguetas”. Nada me impediu de levar a todos a exata dimensão legal de nossa Constituição. A presença e participação da FAMÍLIA é necessária, aberta e competente para conduzir a educação, na escola pública ou particular, na formação dos discentes, alimentando os valores tradicionais. Que seja essa a grande tarefa do professor Vélez Rodriguez, fruto de suas raízes na Colômbia, um país sabiamente guiado pela presidência de Ivan Duque, cuja política percorre os “Caminhos” propostos pelo santo fundador do Opus Dei, Juan Balaguer.
Professor Antônio Luiz Gomes


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