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Espaço do Cidadão – 30/04/2019

ESPAÇO DO CIDADÃO | 30/04/2019 | 04:00

UMA ÉPOCA EM QUE QUASE TODAS AS PESSOAS SE CONHECIAM EM JUNDIAÍ
Excelente o texto do dr. João Carlos José Martinelli, relembrando nossa cidade alguns tempos passados e fatos que aconteciam e deixaram história de grande valor dos fatos e vivência dos jundiaienses. Ele cita com entusiasmo e sendo integrante de uma família tradicional de muita dedicação e solidariedade em participações tanto educacional como nos meios de comunicação e religiosidade, marcou a época da década 60, revivendo dias de como era nossa cidade e dados interessantes do cidadão ! Era de um clima normalmente amistoso se caracterizava pela identidade nas relações. Naquela década, a comunidade já estava informada sobre as debutantes de cada ano no Clube Jundiaiense e todos sabiam quais jovens frequentavam faculdades em outros municípios. Quem comprava carro do ano, era destacado. Saudoso advogado Jaciro Martinasso foi o primeiro que adquiriu um “Galáxie” veículo da Ford, sensação da época, ele gentil e simples, abria as portas do carro para verem de perto a preciosidade. Os jovens se encontravam no Gabinete de Leitura Ruy Barbosa, nos trabalhos escolares utilizavam enciclopédias “Barsa” “Conhecer” e “Delta Larousse”. A Associação do Universitário Jundiaiense – AUJ, marcante, realizava muitas promoções divulgadas por José Renato Malino, iniciando sua coluna no “Jornal de Jundiaí”. Setor industrial repercutia nacionalmente, sabiam “se a marca é CICA, bons produtos indica”. O comércio formado por inúmeros filhos daqui, as lojas, Credi “City”, Magalhães, Credi Nino, Casas Oliveira, Brandini, Independência e outras. Profissionais liberais que se destacavam: dr. Orandi Congilio (medicina), Luciano Pazinato (odontologia), Mário Galafassi (advocacia) e muitos outros. Com o progresso repentino muitas famílias vieram para cá, empresas, avanço imobiliário, usos e costumes diferentes, e os encontros de moradores foram se acabando. Alguns redutos resistiram “A Paulicéia” os encontros de amigos e flertes memoráveis não existem mais. Saudades do tempo que a maioria se cumprimentava, educadamente se saudavam! A Catedral Nossa Senhora do Desterro, remodelada em 1886, seguindo projeto do arquiteto Ramos de Azevedo, ganhou estilo, nossa Catedral, nosso patrimônio, transmite paz e religiosidade. .
De acordo com nossos competentes e talentosos profissionais ambientais poderíamos ladear o chafariz com canteiros floridos!
Terminando o tema do excelente portal do mais que excelente escritor dr. João Carlos José Martinelli: Invocamos Mário Quintana “a saudade é o que faz as coisas pararem no tempo”. Por outro lado, “pode-se ter saudades dos tempos bons, mas não se deve fugir ao presente “( Michel de Montaigne). Por essa razão, recordar é viver, mesmo quando fugimos por alguns momentos da realidade.
Adão Antônio Motta


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