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Espaço do Cidadão – 30/11/2018

LEITOR | 30/11/2018 | 04:00

COLUNA DO MARTINELLI
Uma excelente crônica comemorativa o dr. João Carlos José Martinelli, com a sua vida sempre dedicada ao respeito e organização familiar, que expõe com objetividade os valores da mulher e também direitos primordiais na vida desde o nascimento até os últimos dias. “ONU declara em 25/11/1999, Dia Internacional da Não-Violência Contra as Mulheres”. Tal celebração se originou do Primeiro Encontro Feminista Latino Americano e do Caribe, em 1981, homenageando as irmãs Minerva, Maria Tereza e Patria Mirabol, assassinadas na mesma data em 1960, pela ditadura de Trujillo, na República Dominicana. No mundo globalizado, as mulheres sofrem preconceitos, agressões físicas explícitas, discriminações nos processos de socialização, de cognição e de aprendizagem dos papéis sexuais a serem vivenciados em relações de gênero na vida em geral. Uma alta funcionária da ONU, Zou Xiaoqaio, cita dados de um novo relatório do Fundo das Nações Unidas para a População. Afirmou: “As mulheres continuam sendo estupradas e vítimas de outras formas de violência sexual com impunidade em todo o mundo”. Em alguns países o agressor fica sem punição casando com a vítima. É para nós que somos pais, mães, avós e cuidamos da infância e adolescente com uma vida saudável nas atividades para um amadurecimento normal, uma realidade triste e revoltante. Dois milhões de meninas entre 5 e 15 anos entram para o mercado sexual a cada ano. Como seria útil se homens e mulheres vivessem na harmonia e respeito nas suas desigualdades biológicas e naturais juntos na construção de um mundo melhor e justo. O começo da Sagrada Escritura revela que Deus criou o homem e a mulher como duas formas de ser pessoa, duas expressões de uma humanidade comum, comunhão recíproca na doação entre ambos. Havendo ainda discriminação contra a mulher onde deveria haver uma relação de equilíbrio mínimo. Muita luta e “lobby” de deputadas para melhorias na situação jurídica em nosso país ocorreu no século 21, o Código Civil indicando marido e mulher como chefes de família. Apesar que ainda existe distância entre a lei e o cotidiano, causando vítimas de estupro mulheres, crianças e adolescentes no próprio lar, violência doméstica, prostituição infantil em locais pobres e no mercado de trabalho exigências são muitas para admissão profissional. Vitórias a “Lei Maria da Penha” trouxe às mulheres, passou a viger a partir de agosto de 2006. Evidentemente, a questão de desrespeito à mulher não terminará apenas com a criação de instrumentos de proteção às vítimas, como as delegacias de mulheres, mas com a edificação de vários fatores. Precisamos nos engajar numa desenfreada luta por significativas mudanças no quadro social e pela busca de uma consciência coletiva que reivindique a condição feminina,respeito, reconhecimento e oportunidades iguais, redesenhando um conceito harmonioso! Parabéns dr. Martinelli!
Adão Antônio Motta


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