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Espaço do Leitor – 11 de março de 2017

Leitor | 11/03/2018 | 06:00

CLASSIFICAÇÃO VIÁRIA SERÁ ANALISADA: Com o título acima, o JJ do dia 28 de fevereiro citou uma reunião realizada dia 26 último pela Unidade de Gestão de Planejamento e Meio Ambiente, a qual anuncia outra para o dia 12 próximo, relativa à revisão do Plano Diretor, Lei 8683/2016. Prenúncio de um caminho inevitável.
Ao contrário do que deve prevalecer nas iniciativas de arquitetura e urbanismo, onde a harmonia com o entorno deve ser considerada relevante nas intervenções territoriais, a mencionada lei introduziu índices de ocupação e de aproveitamento diferentes para lotes iguais em ruas e quadras semelhantes, como se fossem zonas diferentes.
Além da imposição de desigualdade entre o que podem fazer os vizinhos em uma mesma quadra, restou distorcido o entendimento do que são as zonas. Nelas, os contornos quase sempre são físicos, como os divisores de águas, os vales de rios, a predominância de usos existentes, e por vezes uma obra relevante como uma via expressa ou ferrovia. Tomara os urbanistas da prefeitura e os demais participantes reencontrem o caminho do equilíbrio.
Sendo o tema a via, e pela importância da mobilidade no planejamento das cidades, é mais do que hora de ser incorporada a dinâmica dos veículos na classificação viária. Em estudos anteriores, já se cogitou tornar necessária a existência prévia de transporte coletivo em ruas e avenidas, nas quais se pretendia a classificação coletora (hoje de concentração).
De fato não é correta a permissão de alto adensamento populacional em quadras voltadas para tais vias se o município não oferece condições ao deslocamento racional dos que ali habitam ou trabalham.
Diante da certeza de que o transporte individual irá saturar e deteriorar todos os espaços onde sua demanda não for refreada é mais do que o momento de intervir no transporte público, adotando-se projetos competentes.
Há os que exigem altos investimentos, mas há também os que residem em medidas de estímulo ou de racionalização de procedimentos e que estão ao alcance das especialidades técnicas existentes nas diversas áreas de gestão dos órgãos públicos.
Antônio Fernandes Panizza

CÂMARA DE JUNDIAÍ: Queria saber porque os vereadores de Jundiaí quase não mostram projetos de real interesse da população. A cada sessão, vemos um monte de ideias vagas, sem sal, sem açúcar, sem nada!
Jorge da Silva


Link original: https://www.jj.com.br/opiniao/espaco-do-leitor-11-de-marco-de-2017/
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