Opinião

Estendendo as mãos


Neste sábado, como durante 21 anos acontece, o Boteco do Guma abre sua porta em nome da caridade. Nem a crise econômica afastou a profissão de fé em ajudar aos mais necessitados. Capitaneados por Vanoil Rocha Pereira (Grupo Passarela), em todos estes anos convoca seus amigos empresários a colaborarem na arrecadação de fundos às instituições beneficentes. Alinham-se nesta benignidade o Pitico, Arnaldo Romera, Paschoal Suenson, Familia Davo, os médicos Vitor Roselis, Carlos Carvalho, Adilson (ICON), Claudio Matos, Silvio Leão, Vagner Vilela, Guilherme Martini (Fazer o bem, faz bem), Nivaldo Benassi, Renato Marcondes, Fefo, Castilho (Fazgran), Chito, Ralph Herold, Reinaldo Ienne, Manoel Flores (Astra), Milton Demarchi, Carlos Panzan, Getulio Nogueira de Sá, Don Esquerda (Pizzeria Marguerita), Ivan Rodrigues (Interglobe), Paulo Lopes (Casa Mario Pneus), Wilian Araujo (Winner), Ricardo da Mondial, Viana (bom corintiano), Orlando Gazzola, o mais doce, Gilmar Zeza, Marcão Pereira. A festa é patrocinada por estes benfeitores e a arrecadação, em doações pela compra do convite, é revertida totalmente à filantropia. Observo, a cada ano que passa o entusiasmo com que estas pessoas amigas se entregam no sucesso cada vez maior da festa. Surpreendente este ano, com todos ingressos esgotados e com fila de espera, a espelhar que, quando o evento é serio e honesto, não falta a boa oportunidade e o abnegado desprendimento dos que desejam colaborar no bem fazer. Não. Este dinheiro, por certo, não vai salvar as nossas instituições beneficentes da constante falta de recursos. Pode ao muito aliviar as despesas e gastos por alguns meses. Mas não é nisso que me detenho. Prendo-me ao exemplo. Que o modelo colocado em prática sirva de entendimento e possa sensibilizar a tantas outras pessoas interessadas em compensar a cidade, que tão bem as acolheu. Que bom seria, se todos aqueles empreendedores que fazem sucesso no município pudessem também se sensibilizar em ajudar aos mais pobres. Haveria sempre um acontecimento festivo a nos convencer e alertar que fora da caridade cristã não há salvação. Basta uma mão caridosa, a repartir somente as suas sobras, a quem sequer sabe como será o dia de amanhã. Confessa o anfitrião Vanoil que seu gesto é uma maneira carinhosa de homenagear seu saudoso pai, o ‘velho’ Guma, de quem nunca se desprendeu emocionalmente. Homem da roça, modo simples de ser e de viver, mas atencioso às pessoas que o rodeavam. Menino ainda, gravou na memória um conselho paterno: não deixe jamais de trilhar o caminho da gratidão. Nestes passos, amanhã os convidados poderão observar que há um canto reservado à memória do saudoso pai. O Boteco do Guma. Mais que isso, um canto de memória viva, a sempre recordar os valores espirituais de sua herança familiar, principalmente a generosa solidariedade. Sejam felizes ! GUARACI ALVARENGA é advogado. E- mail: [email protected]

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