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Faustino Vicente: A mulher no terceiro setor

Faustino Vicente | 26/03/2019 | 04:01

A mulher, a qual parabenizamos, é a pedra angular da maioria das entidades de obras sociais de nossa cidade. O progressivo, e agressivo, distanciamento entre a pobreza e a riqueza, é a chaga mais viva que envergonha a nossa sociedade. “O desemprego é uma verdadeira e própria chaga social.” (Papa Francisco)
Essa constrangedora situação tem despertado, cada vez mais, o espírito de solidariedade de pessoas que tem chamado para si a responsabilidade social, de um movimento chamado de Terceiro Setor.
É imperativo não perdermos a sensibilidade de nos indignar, e agir dentro de nossas possibilidades, através de ações sobre cidadania, mesmo convencidos de que é uma corrida sem linha de chegada.
O primeiro setor é o Governo e o segundo, a Iniciativa Privada. O voluntário, é o protagonista do Terceiro Setor, pela sua nobreza em partilhar o precioso tesouro do desenvolvimento integral da pessoa – o saber –, e de doar a única “matéria-prima” que não tem reposição, o tempo.
Neste setor encontram-se os mais diversos tipos de associações e instituições civis sem fins lucrativos, as ONGs – Organizações não governamentais.
Elas têm a sublime missão de sensibilizar empresários, políticos e a sociedade como um todo, para que invistam socialmente. Seria exemplar que, cada uma das entidades empresariais e de profissionais liberais, colaborasse uma vez por ano, com uma campanha beneficente. Essas atividades têm contribuído para a construção de uma sociedade menos desigual financeiramente e mais igualitária socialmente.
As descobertas científica e as inovações tecnológicas, provocaram profundas transformações nas instituições sem fins lucrativos que, além dos fundamentos humanísticos e religiosos, as levaram à implementarem o SGO – sistema de gestão organizacional.
O domínio de conceitos de melhoria continuada em qualidade – adequação ao uso com satisfação do cliente -, de produtividade – fazer cada vez mais, com cada vez menos e de redução de custos, é imperativo. A Sociedade de São Vicente de Paulo, desde 5 de dezembro de 1897 em Jundiaí, congrega hoje centenas de mulheres. A primeira Conferência (Vicentina) Feminina em nossa cidade, foi fundada em 2 de outubro de 1967, com o nome de Santa Isabel. No mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, deve-se destacar que já não são as mulheres que seguem as tendências mercadológicas, sociais e culturais, mas tais tendências fazem parte do novo estilo de vida conquistado pelas mulheres. Pra você Mulher, de múltiplas atividades, eu “tiro o meu chapéu”.
FAUSTINO VICENTE é Consultor em Gestão da Qualidade, Professor e Advogado. E-mail: faustino.vicente@uol.com.br –


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