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Faustino Vicente: Mulher e o meio ambiente

FAUSTINO VICENTE - opiniao@jj.com.br | 23/03/2018 | 02:30

Um dos maiores desafios que os gestores públicos municipais enfrentam é a preservação do meio ambiente. O aumento populacional, provocado por melhora na qualidade de vida, como é o caso de Jundiaí, ou pela “expulsão” do homem do campo por essas fantásticas máquinas agrícolas, que preparam a terra, plantam e colhem os produtos, gerou problemas sociais, culturais, econômicos e, como não poderia deixar de acontecer, ambientais, com o aumento significativo do volume do lixo nas cidades. No total, 59,8% das cidades brasileiras fazem uso de destinos considerados inadequados para descarte de lixo. Vale destacar que esse é um sério problema de saúde pública. As medidas para preservar o meio ambiente passam por políticas públicas eficazes, fiscalização constante, cumprimento da legislação por parte de empresas de todos os portes e segmentos e pela ação de cada um de nós.

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Este último item sempre contou com o exemplar, e incansável, protagonismo da mulher, que tem entre suas competências a singular capacidade de desenvolver exemplarmente múltiplas tarefas. Louve-se a inestimável, eficiente e eficaz contribuição que a mulher, como dona de casa, empregada doméstica, professora, funcionária de limpeza pública e de empresas privadas, dão para a qualidade de vida da única morada que o ser humano dispõe – esse maravilhoso planeta azul. A mulher pratica, por convicção, os mais sagrados princípios em termos de excelência de gestão organizacional, como o 5S de origem japonesa. Este é um método de criar um ambiente organizado e limpo, aonde qualquer perda ou anormalidade seja visivelmente identificada de imediato. Os cinco esses são: Seiri – senso de utilização; Seiton – senso de ordenação; Seiso – senso de limpeza; Seiketsu – senso de saúde; e Shitsuke – senso de disciplina.

Além do 5S, a mulher sabe que qualidade significa adequação ao uso com satisfação das pessoas e que produtividade é fazer cada vez mais com cada vez menos, inclusive tempo. Como gestora do lar, ela se preocupa em reduzir os custos fixos, pois eles são como as unhas, das quais elas cuidam com extremo carinho, pois a unha a gente corta, corta, corta, mas elas crescem, crescem, crescem… Apesar de todo empreendedorismo, o meio ambiente que a mulher mais preserva, mesmo, é o familiar. Estamos, prazerosamente, convencidos, que essas belas estão ficando cada vez mais “feras”.  Encerro com a frase da canção “O Progresso”, de Roberto Carlos: “Eu queria ser civilizado como os animais”.

FAUSTINO VICENTE é advogado, professor e consultor em Gestão da Qualidade. E-mail: faustino.vicente@uol.com.br


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