Jornal de Jundiaí | https://www.jj.com.br

Glauco Gumerato: Fernanda de Favre

glauco gumerato ramos | 26/06/2018 | 06:00

Conheci Fernanda ainda “menina”, no primeiro mês de 1999. Era ela quintanista na Faculdade de Direto Padre Anchieta, a querida FADIPA, “alma mater” de muitos de nós. Por lá voltamos a nos encontrar no ano passado, nas noites de sexta. Ela na cadeira de Ética Jurídica. Eu na de Direito Aplicado. Ambas ministradas aos alunos do último ano da faculdade. Sou quase cinco anos mais velho que Fernanda.

ARTICULISTAGLAUCO GUMETATO RAMOS ADVOGADONa sala dos professores eu gostava de dizer de peito estufado que aquela “menina”, hoje professora tarimbada e querida entre os alunos, foi minha estagiária de advocacia no passado. Ríamos todos da minha “soberba”, mas era verdade. No início de 1999, seu pai, Clarisvaldo de Favre, me convidou para integrar seu importante escritório de advocacia. Doutor Claris fora contemporâneo de meu falecido pai na segunda turma de Direito da mesma FADIPA nos anos setenta. Ainda jovem e inexperiente, ali aprendi os saberes iniciáticos da arte da advocacia. Antes disso, trazia-me às mãos Vicente Paula Silva, expert advogado público em Jundiaí. Devo muito a ambos. Quanta gratidão!

LEIA OUTRAS COLUNAS DE GLAUCO GUMERATO

SOCIALISMO, COMUNISMO E MARXISMO

CONSERVADORISMO POLÍTICO 6

CLIQUE AQUI E CONFIRA OUTRAS COLUNAS DE OPINIÃO DOS ARTICULISTAS DO JORNAL DE JUNDIAÍ 

Também da segunda turma da Faculdade, Cícero Henrique era sócio de Clarisvaldo naquela época. Seu filho Márcio Alexandre Ioti Henrique, então estudante de Direito na PUCCamp, também estagiava lá escritório. Márcio bacharelou-se, cursou mestrado e doutorado na PUC/SP. Hoje também é professor da FADIPA. Como abaixo de Clarisvaldo e Cícero o “primeiro imediato” era eu, logo na sequência vinham os dois estagiários, Fernanda e Márcio, o que na prática me fez ter tido dois colegas professores a quem um dia, em seus primeiros passos na advocacia, algo lhes pude transmitir. Ao menos assim me faz sonhar a vaidade. Pós-graduada em direto de família e sucessões, área na qual advogou enquanto lhe permitiu a saúde, Fernanda “sentiu no peito a heroica pancada” de sua maior vocação: a docência em nível superior.

Tornou-se Mestre em Direito e Linguagem após ter sido aprovada com louvor por banca integrada por nosso professor, o desembargador Cláudio Levada, hoje decano da FADIPA. Sua dissertação de mestrado, sobre a técnica da linguagem na petição inicial, logo tornou-se livro. Também me lembro quando Fernanda escrevia neste JJ, na coluna Opinião. A “menina”, ainda, era fluente em inglês.

Fernanda colaborou com a OAB de Jundiaí em diversos períodos. Houve época em que estivemos juntos na organização do núcleo local da Escola Superior de Advocacia. Posteriormente, Fernanda foi dirigente da mesma OAB/Jundiaí, exercendo o cargo de diretora da secretária-geral. Também esteve à frente do projeto “OAB vai à Escola”, que hoje, por coincidência, está sob os meus cuidados. E aqui uma vez mais as nossas trajetórias se encontraram. Conheci Fernanda “menina”. Para mim seguiu sendo “menina”. Da vida partiu “menina”. Um minuto de silêncio…

GLAUCO GUMERATO RAMOS é advogado em Jundiaí, presidente para o Brasil do IPDP e diretor de Relações Internacionais da ABDPro

ARTICULISTA GLAUCO GUMERATO RAMOS ADVOGADO


Link original: https://www.jj.com.br/opiniao/glauco-gumerato-fernanda-de-favre/
Desenvolvido por CIJUN