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Gratidão à vida

Guaraci Alvarenga | 15/11/2019 | 07:30

Parecia mais um dia a se repetir no cotidiano. Logo de manhã, leio o Jornal de Jundiaí. Ligo o rádio. Afonso Pereira manda um abraço. Abro o Facebook, o bom dia do homem forte do esporte, Adilson Freddo. O imperdível comentário de Rivelino Teixeira. Passei no mais doce Orlando Gazolla para comprar um chocolate para minha neta Letícia. Abasteço o carro e encontro o fidalgo proprietário Sergio Del Porto e coloco a política em dia.

A caminho do escritório, cruzo com o maior dos romeiros da cidade o Tuto Fabrício, um abraço carinhoso. Théo Conceição do outro lado da calçada me acena com carinho. Tomo meu cafezinho na Tropicana a convite do empresário Vanoil. O clube Acre modernizando suas instalações. Chego ao escritório. Verifico as publicações judiciais. Dirijo-me ao Fórum. Neste caminhar, o sempre elegante e competente advogado Edgard de Jesus, entusiasmado com a homenagem da Academia de Letras Jurídicas fará ao saudoso Jorge Luís de Almeida.

Entro na loja Kalaf e vejo o Edu pesquisando disco voador e afirmando que seu Santos é melhor que o Flamengo.

Na volta, encontro-me com Jefferson Braencha, o querido Rato. Almoço árabe no Samir. A boas companhias do Fronzaglia Loboda, Mingo Gáspari, Kalil Nassur, Tegon, Péricles Barranqueiros, Getúlio de Sá, Marinho Sachi, Sérgio Tavares, Castro Siqueira. À tarde, tempo de fazer uma audiência trabalhista em JundiaÍ.

Depois da audiência, parto para o futebol dos Veteranos no Clube Jundiaiense. O Nenê Cardoso, a seu gosto, entrega as escalações dos times para o treinador distribuir os coletes. O árbitro Pitico, agora Juiz Fifa, põe ordem na casa. Segundo o saudoso Benoni Pires, veterano não joga com a perna, mas sim com a língua.

O time do Nenê dá um vareio de bola. O Pitico aplaude e diz que é futebol de qualidade. Só não justificou que era de um lado só. Lazer e divertimento garantidos.

Vou ao banho na sauna e revejo com alegria o distinto Renato Marcondes, o advogado de trincheira Marco Ferreira o entusiasta Pascoal Suenson. Foi logo dizendo a ‘cervejinha’ está aberta.

Deve, nesta hora, desfrutando os primores das vinícolas de Mendonza. Descemos até a lanchonete. Na famosa ‘ponta da mesa’ se alinhava os permanentes comensais amigos, capitaneados pelo maior cardeal dos veteranos o Orides Russi, patrão da bola.

O cardápio do dia, um delicioso estrogonofe de filé mignon preparado pelo Empório Pirana. Sobre a mesa, o recado do presidente Edson Zaneti (Tiza) anunciando a confraternização do final do ano. Festança certa. Risos e alegrias. Camaradagem inigualável.

Penso no exercício da gratidão. Tudo isto parece banal. Tão simples. A gratidão é uma das emoções mais espetaculares que o ser humano pode ter o privilégio de sentir. Nada é banal. Estamos vivos. Viver estes momentos enobrece o que temos não o que tivemos ou que vamos ter. Somos privilegiados.

A noite se estendeu. Cheguei de mansinho em minha casa. Tirei os sapatos. Dizem que a bronca da mulher é a mesma em qualquer horário. Caminhei de mansinho para o banheiro, olhei o rosto no espelho, os olhos sonolentos e disse baixinho: ‘Bendita é a vida’.

GUARACI ALVARENGA é advogado. E- mail: guaraci.alvarenga@yahoo.com.br

 


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